ÍNDIA

Vírus Nipah deixa 10 mortos na Índia

O vírus Nipah foi descoberto na Malásia em 1998 e seu principal vetor de transmissão são os morcegos da fruta

  • EFE/J.J. GuillénEFE/J.J. Guillén
EFE/J.J. Guillén

Pelo menos dez pessoas morreram e 25 estão em quarentena por um surto do vírus Nipah no estado de Kerala, no sul da Índia, onde as autoridades lançaram um alerta sanitário em vários distritos perante a gravidade da situação.

“Até agora temos confirmados dez mortos pelo vírus e 25 pessoas estão sob observação”, disse à Agência Efe o secretário de Saúde de Kerala, Rajeev Sadanandan.

Outros nove pacientes estão hospitalizados sob tratamento, apontou a fonte, enquanto o número de contagiados pode subir, já que várias pessoas estiveram em contato com os mortos.

Sadanandan acrescentou que o Governo regional lançou um alerta sanitário, mas “só” no distrito de Kozhikode, onde começou o surto, e três demarcações administrativas de suas imediações.

A doutora Sheela Mathew, responsável do departamento de doenças infecciosas do Colégio Médico de Kozhikode, explicou à Efe que o Nipah é um vírus contagioso que é transmitido mediante fluídos como saliva e sangue, por isso que é fácil de se propagar.

Os sintomas iniciais são febre alta, dor de cabeça e alteração do comportamento, enquanto, em um estado mais avançado, a doença pode provocar encefalite.

Mathew indicou que, ao não existir uma vacina contra a doença, os médicos só podem tratar os sintomas e, por isso, a taxa de mortalidade é muito alta, superior a 70%.

O ministro de Saúde da Índia, J.P. Nadda, garantiu ontem em comunicado que supervisiona a situação “de perto” e para isso enviou a Kerala uma equipe multidisciplinar do Centro Nacional para o Controle de Doenças (NCDC, em inglês).

O vírus Nipah, relacionado com o vírus Hendra, foi descoberto na Malásia em 1998 e seu principal vetor de transmissão são os morcegos da fruta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em fevereiro, a OMS incluiu o Nipah na lista de doenças prioritárias para investigar seu potencial epidêmico, junto com o ebola e a zika, entre outras.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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