EBOLA

Sobe para 135 o número de mortes por ebola na República Democrática do Congo

O vírus ebola pode alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não for detectada a tempo.

  • EFE/ ArquivoEFE/ Arquivo
EFE/ Arquivo

As mortes prováveis por ebola no nordeste da República Democrática (RD) do Congo já chegam a 135, depois que cinco pessoas morreram no sábado, segundo os últimos dados divulgados na noite de domingo pelo Ministério da Saúde do país africano.

Do total de mortes, 100 deram positivo para o vírus no laboratório, enquanto o número total de infecções chega a 211, 176 delas confirmadas e 35 prováveis, segundo dados de 13 de outubro.

Dois meses e meio depois que o novo surto foi declarado em partes do leste do Kivu do Norte e de Ituri, o surto deu início neste sábado a uma segunda onda “de alto risco” na cidade de Beni.

“A epidemia em Beni é de alto risco e a situação é preocupante”, informou então o ministro da Saúde, Oly Ilunga, que garantiu: “ainda não sabemos a escala da mesma, (mas) o epicentro que estava em Mangina agora está em Beni”.

O ministro citou entre os fatores responsáveis por esta segunda onda do surto a rejeição social existente em relação ao ebola; a insegurança na região, pois existem grupos rebeldes armados e isto provoca o movimento contínuo de deslocados, e a maior confiança da população em curandeiros do que nos profissionais humanitários.

“Seguimos vendo casos de pessoas que procuram primeiro os curandeiros, que combinam a medicina moderna com a tradicional, e demoram a comparecer aos centros de tratamento, o que torna mais difícil salvar suas vidas”, explicou na sexta-feira o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tariq Jasarevic.

Organizações internacionais como o Unicef concentraram seus esforços em esferas cruciais como escolas, onde tanto professores como alunos aprendem a identificar os sintomas do ebola e fazer com regularidade a higiene das mãos, um hábito que eles depois ensinam a suas famílias.

O vírus ebola é transmitido através do contato direto com sangue e fluídos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não for detectada a tempo.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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