Endometriose

Rotina no mercado de trabalho pode agravar endometriose, a doença da mulher atual

Fatores como estresse e falta de tempo estimulam deslocamento do endométrio e a desatenção aos cuidados

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 EFE/Jesús Carvajal

Doença que afeta cerca de 6 milhões de brasileiras, a endometriose pode causar diversos problemas, desde sangramentos a dores muito intensas, podendo chegar até a um quadro de esterilidade.  Conhecida como uma enfermidade da “mulher moderna”, ela pode ser agravada com a falta de tempo para cuidar do próprio corpo e perceber os sintomas. O estresse também pode piorá-la.

As cólicas e dores no corpo que muitas mulheres sentem no período menstrual podem não ser apenas simples consequências do ciclo reprodutivo, mas indicar algo mais grave, como a endometriose, que é caracterizada pelo deslocamento do endométrio, tecido que reveste o útero e fixa o embrião.

“Quando o endométrio se implanta fora da cavidade uterina, pode se instalar em órgãos como intestino e bexiga, provocando cólica e sangramento retal. O maior sintoma ainda é a dor pélvica, principalmente se for aumentando ao longo do tempo”, explica ao EFE Saúde a especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Ana Carolina Hissa.

Segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose (ABEND), a doença acomete cerca de seis milhões de brasileiras, o que equivale a aproximadamente 15% da população feminina em fase reprodutiva. Dessas, 30% tem chance de ficarem estéreis.

“As causas da doença ainda não são conhecidas, mas uma das teorias mais aceitas é a da menstruação retrógrada, quando o fluxo de sangue não sai pela vagina. Além disso, fatores ambientais e sociais, como o estresse, podem ativar os focos da doença”, conta Hissa.

A partir desse fluxo interno, o tecido fixa-se em locais onde não deveria, havendo uma mudança em sua estrutura, após a cicatrização. Desse modo, as mulheres passam a menstruar todos os meses nessas regiões do corpo, o que aumenta e repete o transtorno, causando a endometriose.

A endometriose causa diversos malefícios, como a obstrução intestinal e a diminuição da capacidade da bexiga, podendo culminar na esterilidade. Porém, o que mais aflige as mulheres com a doença são as dores que ela provoca.

Como as causas não são muito claras, é difícil definir atitudes preventivas para a doença, além de estar atenta aos sinais do corpo, como sangramentos indesejados ou dores intensas, e procurar um médico.

O tratamento normalmente depende da gravidade da doença e das pretensões reprodutivas da paciente.

“Normalmente, busca-se retrair a ação do estrógeno no endométrio, através do uso de anticoncepcionais. Em casos, mais graves, existe a opção da cirurgia. Contudo, se o deslocamento estiver em direção aos ovários, a intervenção pode diminuir a reserva ovariana e dificultar uma futura gravidez”, finaliza Hissa.

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Publicado em Ciência Médica     Doenças e Tratamentos

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