EBOLA

República Democrática do Congo registra 3 novas possíveis mortes por ebola

De acordo com a OMS, este é o nono surto de ebola na RD do Congo desde que o vírus foi descoberto em 1976 no país, que na época se chamava Zaire.

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EFE/ Arquivo

Autoridades sanitárias da República Democrática (RD) do Congo confirmaram neste domingo que três pessoas, entre elas duas enfermeiras, morreram com sintomas aparentes de ebola em Bikoro e Iboko, as duas regiões do noroeste do país onde foi declarado um surto da doença esta semana, com dois casos confirmados.

As vítimas são duas enfermeiras que tiveram contato com os pacientes na região de Bikoro e mais uma pessoa em Iboko, disse o responsável médico de Bikoro à “Okapi Radio”, a emissora da ONU na RD do Congo.

Até o momento, o Ministério de Saúde do país africano e a Organização Mundial da Saúde (OMS) só confirmaram dois casos de ebola em todo o país, e nenhuma morte.

Os últimos dados proporcionados ontem à noite pela OMS falam de um total de 36 casos (2 confirmados, 16 suspeitos e 18 prováveis), que incluem três profissionais de saúde possivelmente infectados e um deles falecido.

No último dia 8, o governo da RD do Congo declarou um surto de ebola com dois casos confirmados na região de Bikoro, no noroeste do país, onde também foram registradas as mortes de 18 pessoas com sintomas aparentes da doença.

Equipes da OMS, do Unicef, da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) e da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) já estão trabalhando em Bikoro para enfrentar o surto do vírus, um lugar remoto que fica a 280 quilômetros da capital da província do Equador, com acesso comlicado e uma infraestrutura muito precária.

A OMS garantiu que está se preparando para o “pior cenário” possível e enviou neste fim de semana o seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, junto com o diretor de emergências, Peter Salama, e a diretora regional para a África, Matshidiso Moeti, para “avaliarem as necessidades da resposta ao ebola em primeira mão”, e oferecer apoio às autoridades locais.

Tedros Adhanom se reuniu ontem à noite em Kinshasa com o ministro da Saúde congolês, Oly Ilunga, para conhecer a situação na região depois que este último a visitou durante o dia de ontem.

A OMS e o governo congolês estão negociando o envio ao país africano da vacina experimental que começou a ser utilizada em 2014 no surto ocorrido em Guiné, Serra Leoa e Libéria, que resultou na morte de 11.300 pessoas.

Por ainda estar em fase experimental, a vacina necessita de autorização governamental, que já foi dada pelo Executivo em Kinshasa, e a Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês), anunciou que financiará a vacinação.

De acordo com a OMS, este é o nono surto de ebola na República Democrática do Congo desde que o vírus foi descoberto em 1976 no país, que na época se chamava Zaire.

A doença – que é transmitida por contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas e animais infectados – causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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