EBOLA

República Democrática do Congo prevê fim do surto de ebola na próxima semana

Segundo a OMS, entre 4 de abril e o 9 de julho de 2018, foram detectados 53 casos de ebola na República Democrática do Congo, dos quais 38 foram confirmados e 15 foram considerados como “prováveis”

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Foto: EFE/Ahmed Jallanzo

O ministério de Saúde da República Democrática do Congo pretende anunciar o fim do surto de ebola no país na próxima quarta-feira (25) caso se não se detecte nenhum caso novo da doença até a data, informou nesta terça-feira (17) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em entrevista coletiva em Genebra, a porta-voz da OMS, Fadéla Chaib, explicou que a contagem regressiva começou em 12 de junho, quando deram alta ao último paciente que se tratava da doença.

“Desde 12 de junho, fixamos um período de 42 dias, que é o dobro do período de incubação do ebola [para dar o surto como acabado], o que nos leva a 24 de julho”, acrescentou Chaib.

Segundo a porta-voz, entre os dias 3 e 5 de julho, o governo da República Democrática do Congo, junto com a OMS e outros parceiros, revisaram suas operações estratégicas com o objetivo estabelecer um plano que fixe as pautas a serem seguidas uma vez que se anuncie a extinção do surto.

Ficou estipulado um plano de resposta de 90 dias, nos quais se manterão altos níveis de vigilância e se identificarão as boas práticas que contribuam para aumentar a resistência do sistema sanitário.

“Embora se anuncie o fim do surto na próxima semana, não baixaremos a guarda e seguiremos pesquisando e fazendo o acompanhamento de qualquer alerta”, manifestou Chaib.

Segundo a OMS, entre 4 de abril e o 9 de julho de 2018, foram detectados 53 casos de ebola no país, dos quais 38 foram confirmados e 15 foram considerados como “prováveis”. Destes 53 casos, 29 pessoas faleceram e 24 se recuperaram e sobreviveram à doença.

Até o último dia 30 de junho, a OMS e a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) vacinaram um total de 3330 pessoas. No mesmo período, foram identificadas 1706 pessoas que tiveram contato com as vítimas. Elas também foram vacinadas e receberam acompanhamento médico para descartar o contágio. Outros 800 casos de alerta foram investigados.

Chaib destacou que agora o mais importante é apoiar os sobreviventes, “não só de uma perspectiva médica mas também psicossocial”. Ela afirma que “a resposta a este surto foi firme e ampla, já que aprendemos muitas lições do surto que castigou a África Ocidental em 2015”.

Em relação às vacinas, distribuídas pela primeira vez neste surto, a porta-voz disse que foi “uma ferramenta a mais, mas não uma solução mágica”; ela encorajou a comunidade farmacêutica a continuar pesquisando neste sentido.

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