CÂNCER

Projeto “Agro contra o Câncer” espera arrecadar R$ 50 mi ao ano para luta contra doença

“Com a crise na saúde do país, temos de procurar fontes de recursos que não o SUS se quisermos manter a qualidade do atendimento que prestamos aos doentes”, concluiu o coordenador.

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Idealizado em outubro de 2017 e iniciado em janeiro deste ano, o programa “Agro contra o Câncer”, do Hospital de Amor – antigo Hospital do Câncer de Barretos – oficializou importantes parcerias com diversos setores do agronegócio, na tentativa que busca captar recursos para o funcionamento da instituição. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 50 milhões de reais por ano, a partir de 2020.

Com um déficit mensal de cerca de R$ 22 milhões, o hospital depende muito de recursos externos ao poder público, como doações de empresas e pessoas físicas. Dos repasses individuais, a maior parte da renda vem de leilões de gado de pequenos produtores.

“Esses doadores normalmente tiveram relação com o hospital, por uma doença pessoal ou de algum familiar, e se sentem agradecidos pelo tratamento que tiveram. Nosso objetivo agora é alcançar os grandes produtores”, declarou o coordenador do projeto, José Rubens de Carvalho aos portais EFESaude e EFEAgro.

Conforme conta, o hospital já firmou diversos acordos com empresas e cooperativas dos mais variados setores do agronegócio, como usinas de cana e frigoríficos, além de fazendas de soja, laranja e café.

As contribuições são livres, de acordo com o interesse de cada doador, mas existe uma sugestão feita pelo hospital. “Claro que cada um pode doar quanto quiser, mas normalmente sugerimos alguns valores. Um real por cada boi abatido, por exemplo, ou cinco centavos por tonelada de cana processada”, explicou Carvalho.

Outra contribuição possível, e que já acontece, é com insumos agrícolas utilizados pelo hospital. Atualmente, frigoríficos doam a carne utilizada nas refeições servidas aos pacientes e usinas fornecem parte da energia elétrica demandada.

O Hospital de Amor possui parcerias com o agronegócio desde sua idealização concebida por um casal de pecuaristas e tem um criador de gado como atual administrador. Em 2017, atendeu 171 mil pacientes com câncer de mais de 2000 cidades brasileiras e é uma referência nacional em oncologia.

“Com a crise na saúde do país, temos de procurar fontes de recursos que não o SUS se quisermos manter a qualidade do atendimento que prestamos aos doentes”, concluiu o coordenador.

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Publicado em Saúde e Bem-estar

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