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Pesquisadores criam próteses faciais para más formações congênitas e causadas por câncer

Na clínica mexicana são atendidos pacientes com câncer, traumatismos severos causados por arma de fogo ou acidentes de carro, e pessoas com más formações congênitas, as quais impedem o crescimento normal de alguma região da face. 

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Pesquisadores criam próteses faciais para más formações congênitas e causadas por câncer

Especialistas da Universidade de Guadalajara (UdeG), no México, desenvolveram próteses de silicone em 3D para pessoas com deformações faciais causadas por dois tipos de câncer ou por traumatismo severo.

Jorge Guerrero, médico mexicano e coordenador da Clínica Cirúrgica Maxilofacial da UdeG, informou que em 18% das neoplasias malignas que provocam destruição do tecido e deformações no rosto são decorrentes do câncer de colo e de cabeça.

Ainda que já exista tecnologia para detecção destas doenças, em muitos casos ocorrem lesões como perfuração e até perda dos olhos, do nariz, além de danos maxilares ou nos músculos do rosto.

Guerrero conta que na clínica que coordena são atendidos pacientes com câncer, traumatismos severos causados por arma de fogo ou acidentes de carro, e pessoas com más formações congênitas, as quais impedem o crescimento normal de alguma região da face.

O médico conta que uma das pacientes atendidas procurou a clínica porque nasceu sem o pavilhão auricular e, com o atendimento, os especialistas projetaram um ouvido que pode ser implementado por meio de um adesivo médico ou parafusado a uma base de metal embutida no osso temporal a partir das necessidades do paciente.

Para Dulce María Núñez, a clínica representa uma nova esperança para seu filho de apenas 19 dias de vida, que nasceu com lábio leporino e fenda palatina e com uma má formação do nariz.

Neste caso, foi sugerido que o bebê receba um “conformador” – um tipo de estrutura de silicone – como suporte durante o crescimento do nariz e que diminui a necessidade de realizar várias cirurgias para corrigir a malformação.

Esta estrutura de silicone se adapta como um suporte estrutural corretor das fossas nasais, que vão se renovando até que chegue o momento da operação.

Na clínica também são criados crânios 3D por meio de sistemas tecnológicos que podem garantir precisão das medidas necessárias de cada paciente.

“Há lesões que deixam as pessoas sem nariz e podem deformar a boca, impossibilitando de comer. A prótese, então, é pensada para devolver a esses pacientes a funcionalidade perdida, além de servir para melhorar a estética facial”, comentou o médico.

Na clínica, atuam cirurgiões dentistas, neurocirurgiões, cirurgiões plásticos, oncólogos, otorrinolaringologistas e psicólogos de hospitais e clínicas públicas para assistência aos pacientes. Estudantes de graduação e pós-graduação também trabalham na confecção artesanal das próteses. 

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