CÓLERA

OMS alerta sobre rápida expansão dos casos de cólera no Zimbábue

As autoridades informaram sobre o surto em 6 de setembro e no dia 11 declararam estado de emergência.

  • Enterro de uma vítima de cólera. EFE/ ArquivoEnterro de uma vítima de cólera. EFE/ Arquivo
Enterro de uma vítima de cólera. EFE/ Arquivo

O Zimbábue já registrou quatro mil casos suspeitos de cólera, segundo informou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que advertiu sobre a rápida expansão da doença no país.

“Estão sendo registrados entre 400 e 700 casos por dia. São muitos e trata-se de um dado muito relevante, se levarmos em conta que na capital Harare vivem dois milhões de pessoas”, advertiu em entrevista coletiva Christian Lindmeier, porta-voz da OMS.

Embora a princípio a doença só tenha sido detectada em Harare, os últimos relatórios revelam que também afetou a cidade de Chitungwiza e que foram registrados casos isolados em cinco das dez províncias do país.

As autoridades informaram sobre o surto em 6 de setembro e no dia 11 declararam estado de emergência.

A OMS enviou ao Zimbábue epidemiologistas e especialistas para organizar uma campanha de vacinação, além de mandar kits com material de reidratação e antibióticos para tratar os pacientes.

Lindmeier explicou que por mais que esteja sendo organizada uma campanha de vacinação, o mais importante é se concentrar em melhorar as condições de higiene e saneamento, origem do surto.

“Temos que responder rapidamente antes que fique fora de controle“, disse o porta-voz, ao lembrar que apesar da grande preocupação com o epicentro do surto estar na capital, também é preciso “vigiar o que acontece nos povoados remotos”.

O Ministério de Saúde do Zimbábue e a OMS alertaram na quinta-feira que esta cepa da bactéria que causa a doença parece resistir à ação dos dois tipos de antibióticos disponíveis no país.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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