MOSQUITOS E ZIKA

Fiocruz identifica mosquito comum como “potencial” transmissor da zika

A relação entre a zika e o famoso pernilongo, como é conhecido no Brasil, ou muriçoca foi estabelecida pela primeira vez depois que os cientistas constataram a presença do vírus neste mosquito.

  • Imagem ilustrativa de mosquito. Foto: EFEImagem ilustrativa de mosquito. Foto: EFE
Imagem ilustrativa de mosquito. Foto: EFE

Um estudo inédito realizado por um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou o Culex quinquefasciatus, uma espécie de mosquito comum, como “potencial” transmissor do vírus da zika, informou nesta quinta-feira o laboratório público.

A relação entre a zika e o famoso pernilongo, como é conhecido no Brasil, ou muriçoca foi estabelecida pela primeira vez depois que os cientistas constataram a presença do vírus neste mosquito.

A pesquisa foi conduzida pela Fiocruz na região metropolitana de Recife, onde a população de Culex quinquefasciatus é cerca de 20 vezes maior que a de Aedes aegypti, considerado até o momento como o único transmissor da zika.

Os resultados preliminares das pesquisas de campo identificaram a presença de mosquitos infectados naturalmente pelo vírus da zika em três dos 80 grupos de mosquitos analisados até o momento.

“Em duas amostras o mosquito não estava alimentado, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado”, afirmou a Fiocruz em comunicado.

A coleta dos mosquitos foi realizada em áreas onde tinham sido notificados casos de zika nas cidades de Recife e Arcoverde.

A pesquisa

A Fiocruz, que analisou 500 mosquitos, informou que a partir dos dados obtidos serão necessários estudos adicionais para avaliar a potencial participação do mosquito Culex na disseminação da zika e seu papel na epidemia que assola o país.

“O estudo atual tem grande relevância, já que as medidas de controle dos vetores são diferentes”, resaltou a Fiocruz.

O vírus da zika mantém em alerta às autoridades sanitárias do país desde o final do ano passado depois que vários estudos realizados mostraram uma relação entre a doença e o aumento de casos de microcefalia no país.

Segundo relatório divulgado na última semana (20), o Brasil registrou desde outubro do ano passado 1.709 casos de bebês com microcefalia cujas mães poderiam ter contraído zika durante a gestação.

As autoridades sanitárias assinalaram que, do total de casos, os exames de laboratório confirmaram que 267 tiveram relação direta com a zika, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.

No entanto, o Ministério suspeita que houve uma infecção de zika na maior parte das mães que tiveram bebês com microcefalia, embora o vínculo entre a doença e o vírus ainda não tenha sido plenamente confirmado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?