EXPECTATIVA DE VIDA

Europeus vivem mais apesar de alto consumo de tabaco e álcool

Segundo o relatório publicado pela OMS, a expectativa de vida dos europeus subiu para 77,9 anos.

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EFE/ Arquivo

Região do mundo com um dos maiores consumos de álcool e tabaco, a Europa viu a expectativa de vida de seus cidadãos aumentar de acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o relatório, publicado a cada três anos, a expectativa de vida dos europeus subiu para 77,9 anos. A pesquisa também indicou uma queda no índice de mortalidade prematura, mas ainda há vários riscos e diferenças entre os países do continente.

A diretora da divisão de Informação, Dados, Pesquisa e Inovação do Escritório Regional da OMS para Europa, Claudia Stein, ressaltou as diferenças ainda como “muito altas”. A Moldávia, a última no ranking, tem uma expectativa de vida de 71,65 anos. Por outro lado, em Luxemburgo, a média é de 83,1 anos, a mais alta.

Os investimentos, ainda que desiguais, nos sistemas de saúde, a melhor gestão do tratamento das doenças e estilos de vida mais saudáveis adotados pelos cidadãos europeus foram elencados por Stein como os principais fatores para a alta da expectativa de vida.

No entanto, uma série de riscos afetam esse índice. Os maiores perigos para a saúde dos europeus são o consumo de álcool, o tabagismo, a obesidade e o sobrepeso. A vacinação infantil em alguns países, que registraram pela primeira vez casos de doenças como rubéola e sarampo, também precisa ser reforçada.

Sobre as vacinas, Stein lamentou as campanhas de desinformação em alguns países, onde os pais ainda acreditam que a imunização pode causar autismo em seus filhos.

Em alguns países, porém, o problema é outro. Na Ucrânia, o conflito no leste do país provocou uma falta de vacinas que acabou se refletindo no índice divulgado pela OMS.

O alto consumo de álcool e tabaco continua sendo uma praga para a Europa. No entanto, em movimento contrário ao da obesidade, que só cresce no continente, os dois índices vêm em “tendência de baixa“.

O país com o maior índice de tabagismo é a Grécia, onde 43,4% da população acima de 15 anos é fumante. O Uzbequistão é o país com menos usuários de cigarros e similares, com 13,3%.

A Lituânia é o país onde mais se bebe no continente, 15,04 litros de “álcool puro” per capita por ano a partir da mesma faixa etária. No fim do ranking está Macedônia, com apenas 1,03 litro.

Stein pediu que os governos europeus combatam esses hábitos ruins com impostos e leis. Além disso, sugeriu políticas para promover novos estilos de vida entre a população.

Segundo ela, em muitos casos, a pessoa bebe ou fuma por questões culturais. O consumo também está ligado ao nível de pobreza.

A representante da OMS alertou sobre o particular perigo do crescimento da obesidade, especialmente entre crianças, já que esse aumento vem acompanhado de várias doenças, como o diabetes.

De 2010 até 2016, o número de pessoas com sobrepeso na Europa subiu de 55,9% para 58,7% da população. E a obesidade subiu de 20,8% para 23,3% no período analisado pela OMS.

Para o futuro, Stein pediu aos países para unificar a coleta de dados para poder comparar fatores qualitativos essenciais para a saúde como o bem-estar das pessoas, como a confiança na comunidade e a sensação de controle que elas têm sobre a própria vida.

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