Ebola

Estudo abre portas para diagnóstico mais rápido do ebola

Atualmente não existe nenhuma forma de diagnosticar o ebola até que apareçam os sintomas de febre, dor de cabeça aguda e dor muscular

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EFE/Ahmed Jallanzo

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Boston detectou os primeiros indícios de que é possível elaborar um diagnóstico mais rápido do ebola, inclusive antes dos primeiros sintomas, informou nesta quarta-feira a revista especializada “Science Translational Medicine”.

O trabalho, baseado em testes com macacos infectados, concluiu que os animais apresentavam reações à doença quatro dias antes de surgir o primeiro sintoma, a febre, o que abre portas para dar um diagnóstico mais rápido e iniciar o tratamento mais cedo.

A pesquisa foi realizada com 12 macacos expostos ao vírus, entre os quais se percebeu um padrão comum nas respostas imunológicas dadas pelos que foram infectados.

Esta réplica aconteceu em todos os casos quatro dias antes de sentirem febre, segundo a publicação sobre o estudo, do qual também participou o Instituto de Pesquisa Médica da Marinha dos Estados Unidos.

Atualmente não existe nenhuma forma de diagnosticar o ebola até que apareçam os sintomas de febre, dor de cabeça aguda e dor muscular, o que acontece em algum momento entre dois e 21 dias após a pessoa ser exposta ao vírus.

Emily Speranza, uma das coautoras da pesquisa, analisou a resposta dos genes nestes animais e observou que em todos os afetados ocorria uma liberação de proteínas que ativava determinados genes.

Isso aconteceu em todos os casos quatro dias antes de os macacos sentirem os primeiros sintomas, sem importar o quanto demoravam para ficar doentes desde que foram expostos ao vírus.

Uma vez conhecido este comportamento, a especialista comparou estes resultados com os humanos, usando as mostras de sangue coletado das vítimas de ebola em Guiné entre 2014 e 2016.

“Constatamos não só que os mesmos genes se ativavam, mas também que o faziam de forma similar”, explicou Emily, que adiantou que agora é possível dar “o passo seguinte e começar a construir a informação em um ‘marcador biológico’ para a infecção”.

Por sua vez, John Connor, outro dos pesquisadores, ressaltou que ainda é necessário investigar mais a resposta dos humanos e que estes comportamentos dos animais já tinham sido estudados com outras doenças infecciosas.

“Vimos as coisas mais óbvias, que é esta resposta imunológica muito ruidosa; são as trombetas, e pode haver algumas pequenas flautas soando e que não podemos escutar. Pode haver outros sinais específicos que nos digam ‘oh, é ebola'”, disse Connor.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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