OPERAÇÃO SIAMESAS

Em recuperação, siamesas separadas na Austrália ainda querem estar juntas

O chefe dos cirurgiões pediátricos do hospital, Joe Crameri, destacou a boa recuperação das siamesas após a complicada operação

  • EPA/ EFE/ cedida pelo Royal Children's Hospital MelbourneEPA/ EFE/ cedida pelo Royal Children's Hospital Melbourne
EPA/ EFE/ cedida pelo Royal Children's Hospital Melbourne

As gêmeas siamesas Nima e Diva, de 15 meses e que foram separadas na semana passada em uma complicada operação na Austrália, estão desfrutando sua independência, mas ainda querem ficar perto uma da outra, disseram nesta quinta-feira fontes do hospital onde estão internadas.

“São realmente brincalhonas, não se afastam muito uma da outra e dormem ainda na mesma cama”, disse Kellie Smith, coordenadora de enfermaria do Hospital Real Infantil de Melbourne, onde foram operadas as duas meninas que estavam unidas pelo tórax e compartilhavam o fígado.

“Tentamos separá-las um pouco, mas elas se regulam para voltar a se tocar e ficar com as pernas entrelaçadas”, acrescentou Smith em declarações citadas pela agência de notícias “AAP”.

Por sua vez, o chefe dos cirurgiões pediátricos do hospital, Joe Crameri, destacou a boa recuperação das siamesas após a operação.

“As áreas que se tocaram durante a cirurgia estão cicatrizando bem e as meninas estão voltando a ter uma vida normal”, declarou.

Nima e Dawa Pelden chegaram à Austrália no último mês de outubro junto com sua mãe, Bhumchu Zangmo, para serem operadas, mas os médicos decidiram adiar a intervenção até que as meninas estivessem em melhores condições físicas.

As gêmeas nasceram em 13 de julho do ano passado de cesariana em uma região remota do Butão, um pequeno reino situado no Himalaia, e são as primeiras siamesas das que se tem conhecimento neste país.

O estado australiano de Victoria se ofereceu para pagar o custo da operação e o tratamento médico que chega a US$ 253.450, enquanto o resto dos fundos arrecadados pela fundação Children First será destinado para a reabilitação das meninas no seu país de origem.

Esta mesma fundação e parte da equipe de cirurgiões estiveram por trás da bem-sucedida operação para separar as siamesas bengalesas Trishna e Krishna em 2009.

Marcados com: , ,
Publicado em Ciência Médica

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?