Depressão

Eficácia dos antidepressivos é real e não apenas psicológica, diz estudo

Pesquisa liderada pela Universidade de Oxford mostra que efeitos das drogas vão além do placebo – as chamadas “pílulas de farinha”

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Um estudo realizado no Reino Unido e publicado ontem na revista científica The Lancet indicou que os antidepressivos possuem, de fato, uma eficácia ligada à droga consumida, e não apenas às perspectivas de melhora. Os resultados acalentam o debate de uma das questões mais polêmicas da medicina e refutam a ideia de que os antidepressivos são mera “enganação”.

A equipe responsável levantou dados de 116 mil pacientes de 522 testes clínicos e os distribuiu em grupos tratados com uma droga antidepressiva ou com placebo – espécie de fármaco inerte, cujas melhoras são apenas psicológicas. Os pesquisadores não sabiam quem fazia parte de cada grupo, para evitar a distorção subjetiva dos resultados.

Percebeu-se, então, que a chance de um paciente melhorar de seu quadro como o uso de antidepressivos era de 37% a 113% maior do que com o uso dos placebos.

Segundo a líder do estudo, Andrea Cipriani, os resultados são mais significantes para os adultos que passam por um primeiro ou segundo quadro de depressão. Além disso, indicou que os medicamentos podem ser eficientes em quadros graves da doença, mas, pela falta de conhecimento em relação aos seus efeitos, devem ser sempre considerados com outras práticas.

“Esse estudo dá uma resposta final à longa controvérsia sobre antidepressivos funcionarem ou não para a depressão. Nós percebemos que os antidepressivos mais comumente prescritos funcionam para depressão moderada a severa”, afirmou.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta 350 milhões de pessoas em todo o mundo e 11,5 milhões no Brasil. Além do impacto na qualidade de vida das pessoas, a doença provoca prejuízos anuais da ordem de R$ 685 bilhões, em virtude da redução da produtividade no trabalho.

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Publicado em Ciência Médica

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