Vírus Gigante

Cientistas descobrem dois novos “vírus gigantes” no Brasil

Com diversos genes não identificados, eles têm uma maior capacidade de interagir com aminoácidos e gerar proteínas

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EFE

Cientistas franceses descobriram no Brasil dois novos vírus que contêm o conjunto de genes mais completo visto para produzir proteínas até agora, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista “Nature Communications”.

Uma equipe da Universidade Aix-Marsella detectou esses agentes infecciosos, batizados como Tupanvírus, em um lago de águas alcalinas e em sedimentos oceânicos profundos do Brasil.

Os cientistas que publicaram o achado buscavam parentes distantes dos “vírus gigantes” já conhecidos nas regiões de cheia do Pantanal, além de Campos dos Goytacazes, a uma profundidade de 3 mil metros.

Nas amostras recolhidas, os pesquisadores encontraram exemplares desconhecidos da família Mimiviridae “oticamente visíveis” que “surpreendentemente tinham uma cauda grossa e comprida”.

A análise dos DNA revelou que 70% de seus genes são similares aos de outros vírus conhecidos e organismos como as arqueias, bactérias e eucariotas.

No total, 30% de seus genes, no entanto, não tinham sido identificados até agora em nenhum outro tipo de organismo.

Comparados com outros vírus, os recém-descobertos Tupanvírus contêm o maior catálogo de genes envolvidos na montagem de proteínas conhecida, capaz de interagir com os 20 aminoácidos do código genético.

O especialista em agentes infecciosos Bernard la Scola e seu grupo sublinham no trabalho que é necessário continuar pesquisando as propriedades dos novos “vírus gigantes”, mas avançaram que trata-se de uma descoberta que pode lançar luz no estudo da evolução dos vírus.

A comunidade científica fala de duas hipóteses para explicar mudanças dos vírus a longo prazo.

Uma possibilidade é que os “vírus gigantes” e complexos tenham evoluído a partir de um ancestral mais simples, graças à aquisição de novos genes que encontraram nos organismos nos quais se alojaram.

A outra opção é que os antepassados deste tipo de vírus foram também gigantes e que, ao longo de seu desenvolvimento, tenham perdido genes que não eram necessários.

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Publicado em Ciência Médica

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