ZIKA

Cientistas descobrem anticorpos que protegem contra a zika

Os cientistas identificaram os anticorpos em testes com ratos suscetíveis ao zika. Os animais foram infectados com a doença para depois terem os anticorpos gerados por eles coletados.

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EFE/Thais Llorca

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos encontrou anticorpos que podem nos proteger especificamente contra o vírus da zika, indicou um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista especializada “Cell Press”.

A pesquisa, realizada por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, no estado do Missouri, representa um grande avanço no diagnóstico e na cura da doença.

A nova descoberta ajudará a aprimorar e antecipar o diagnóstico da infecção, tratamentos baseados em anticorpos e, inclusive, possibilita o desenvolvimento de uma vacina para o vírus da zika.

Um dos maiores desafios representados pela zika é quando há o cruzamento com outras doenças, como a dengue e o chamado Vírus do Nilo Ocidental. Nesses casos, os anticorpos gerados para proteger o organismo da zika se tornam ineficazes. Por isso, os laboratórios têm que realizar exames muito caros para confirmar a infecção.

Os cientistas identificaram os anticorpos em testes com ratos suscetíveis ao zika. Os animais foram infectados com a doença para depois terem os anticorpos gerados por eles coletados.

Os pesquisadores separaram seis anticorpos gerados pelos ratos e quatro deles foram efetivos para evitar a infecção de zika ou para desenvolver um tratamento para a doença em outros animais.

Apesar de todo o experimento ter sido realizado com ratos, os cientistas garantiram que podem fazer o processo em humanos sem nenhuma necessidade. O próximo passo, inclusive, é identificar em que etapa da gestação os anticorpos são mais efetivos para fornecê-los com segurança às mulheres grávidas.

As consequências do contágio da zika incluem más-formações congênitas, como a microcefalia. Além disso, a doença foi relacionada a outros transtornos neurológicos, como a Síndrome de Guillain-Barre.


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Publicado em Ciência Médica

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