Câncer Brasil

Câncer no Brasil pode aumentar em 78,5% até 2040, aponta relatório

Doença está deixando de estar associada à pobreza, mas sim a hábitos de vida, principalmente em países em desenvolvimento

  • EFE/ ArquivoEFE/ Arquivo
EFE/ Arquivo

Uma em cada seis mulheres e um em cada cinco homens desenvolveram algum tipo de câncer, segundo o informe apresentado nesta quarta-feira pela Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer, órgão vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, que divulga as estatísticas globais mais recentes sobre a incidência e mortalidade do câncer, indica que a doença é a causa da morte de uma em casa onze mulheres e um em cada oito homens.

Junto a estes índices, o comunicado também alertou para o avanço da doença no mundo: em 2018, 18,1 milhões de novos casos devem ser registrados com um total de 9,6 milhões de mortes.  Nos últimos cinco anos, cerca de 43,8 milhões de pessoas foram diagnosticadas com algum tipo de câncer.

A situação preocupa o Brasil, que pode vivenciar um aumento de 78,5% dos casos de câncer até 2040, um dos maiores crescimentos entre as principais economias mundiais. De acordo com o levantamento, nosso país deve atingir 559 mil novos casos, com 243 mil mortes neste ano. Para 2040, a projeção é de 998 mil novos casos de câncer no Brasil.

Atualmente, o tipo mais frequente no país é o de mama, com 85,6 mil casos, seguido pelo câncer de próstata, com 84,9 mil.

Câncer no Mundo

Se as tendências de crescimento e envelhecimento da população continuarem, em 2040 haverá 29,4 milhões de novos casos de câncer e 16,3 milhões de mortes, como destacou Freddie Bray, um dos especialistas da Agência, durante entrevista coletiva.

No estudo, são monitorados 36 tipos de câncer, entre os quais o de pulmão e mama são os mais destacados devido ao número de novos casos, que já atingiu 2,1 milhões de diagnósticos de cada um neste ano.

O aumento dos casos de câncer se deve a vários fatores, entre os quais se destacam o aumento da população e a expectativa de vida, assim como os níveis de desenvolvimento econômico e social, especialmente nos países de rápido crescimento.

Nesses países, a doença passou de tipos de câncer mais relacionados à pobreza e infecções àqueles associados a estilos de vida típicos de países industrializados, explicou o diretor da Agência, Christopher Wild.

O fato de 60% da população mundial estar na Ásia mostra que esse continente representa quase metade dos novos casos de câncer e mais da metade da mortalidade, de acordo com a divisão regional incluída no relatório.

Já na Europa, apenas 9% da população mundial vive, mas acumula 23,4% dos casos de câncer e 20,3% dos óbitos por ela.

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Publicado em Ciência Médica     Doenças e Tratamentos

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