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Cálcio pode ter influência no desenvolvimento do Parkinson, segundo estudo

Esta pesquisa representa mais um passo para entender como e por que as pessoas desenvolvem o Parkinson, caraterizado por um transtorno dos movimentos, que avança com o passar do tempo.

  • Imagem ilustra vitaminas que uma pessoa toma diariamente, entre elas o cálcio. (Foto; Divulgação)Imagem ilustra vitaminas que uma pessoa toma diariamente, entre elas o cálcio. (Foto; Divulgação)
Imagem ilustra vitaminas que uma pessoa toma diariamente, entre elas o cálcio. (Foto; Divulgação)

O excesso nos níveis de cálcio nas células cerebrais pode levar à formação de aglomerados tóxicos característicos do mal de Parkinson, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pela revista “Nature Communications”.

Especialistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram que o cálcio pode influir na interação entre as pequenas estruturas membranosas dentro das terminações nervosas, que são importantes para a sinalização neuronal no cérebro, e a proteína alfa-sinucleína, associada a esta doença.

O excesso no nível de cálcio ou dessa proteína pode ser a causa da reação que leva à morte das células cerebrais, acrescenta o estudo.

Esta pesquisa representa mais um passo para entender como e por que as pessoas desenvolvem o Parkinson, caraterizado por um transtorno dos movimentos, que avança com o passar do tempo.

De acordo com a entidade beneficente Parkinson’s UK, mais de 145 mil pessoas sofrem desta doença no Reino Unido.

“A alfa-sinucleína é uma proteína muito pequena com uma estrutura muito pequena, e precisa interagir com outras proteínas ou estruturas a fim de ser funcional, o que torna seu estudo muito difícil”, disse Gabriele Kaminski Shcierle, do Departamento de Engenharia Química e Biotecnologia da Universidade de Cambridge.

Graças à ajuda de microscópios de alta resolução, foi possível observar o interior das células para acompanhar de perto o funcionamento da proteína alfa-sinucleína.

Gabriela e seus colegas de Cambridge isolaram vesículas sinápticas, parte das células nervosas que armazenam neurotransmissores que enviam sinais de uma célula nervosa a outra.

“Esta é a primeira vez que vimos que o cálcio tem influência na forma como a alfa-sinucleína interage com as vesículas sinápticas”, afirmou a cientista Janin Lautenschl.

“Pensamos que a alfa-sinucleína é quase como um sensor do cálcio. Na presença do cálcio, muda sua estrutura e a forma como interage no seu ambiente”, acrescentou Lautenschl.

Os pesquisadores especificam que entender o funcionamento da alfa-sinucleína nos processos fisiológicos e patológicos pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para o Parkinson.

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Publicado em Ciência Médica

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