OPS envia equipes técnicas de preparação para o ebola na América Latina

Sua incumbência será analisar, em coordenação com as autoridades de saúde nacionais, se há alguma falha na cadeia para identificar os sintomas e tratar pacientes que possam ter contraído a doença e importá-la a algum país da região, e farão recomendações sobre como abordá-las.

 Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) anunciou nesta segunda-feira que está mobilizando equipes de especialistas em alerta e resposta a surtos epidêmicos para colaborar com os países da América Latina e do Caribe e assegurar que estejam preparados para lidar com casos de ebola.

As equipes visitarão durante os próximos dois meses 26 países da região a fim de “analisar sua preparação para detectar, tratar e controlar a disseminação de qualquer possível caso importado de ebola”, indicou o escritório para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em comunicado.

As missões estarão integradas por pessoal da OPS e de agências técnicas colaboradoras como os Centros de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o Instituto Carlos III (Espanha), a Rede Mundial de Alerta e Resposta perante Surtos Epidêmicos (GOARN, na sigla em inglês) e a Agência de Saúde Pública do Caribe (CARPHA), entre outras.

Imagem microscópica do vírus ebola. Foto: Divulgação

Sua incumbência será analisar, em coordenação com as autoridades de saúde nacionais, se há alguma falha na cadeia para identificar os sintomas e tratar pacientes que possam ter contraído a doença e importá-la a algum país da região, e farão recomendações sobre como abordá-las.

Neste sentido, no comunicado emitido de sua sede em Washington, a OPS destacou a importância de que os trabalhadores sanitários estejam familiarizados com as características da doença e saibam quando devam isolar os pacientes.

Também têm que saber como proteger-se eles mesmos da exposição ao vírus no curso de seu trabalho, como preparar e enviar amostras para sua análise e conhecer os laboratórios disponíveis para diagnosticar a doença.

A doença se transmite de pessoa a pessoa por meio de sangue ou secreções e os sintomas podem aparecer entre o segundo e o 21º dia depois da exposição ao vírus, que incluem febre, diarreia e vômitos, entre outros.

A OPS e a OMS indicaram que acompanharão e oferecerão cooperação técnica, em função das necessidades dos diferentes países.

Desde que começou o recente surto do vírus do ebola na África Ocidental no último mês de março, a doença causou a morte de quase cinco mil pessoas e mais de 13 mil foram infectadas, principalmente na Libéria, Serra Leoa e Guiné, mas também casos isolados na Europa e nos Estados Unidos.

Até o momento, não se registrou nenhum caso de ebola na América Latina ou no Caribe, no entanto, “o risco que haja um caso importado na região é real”, afirmou Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise da Saúde da OPS.

“É importante que todos os sistemas de saúde de nossos países estejam preparados para responder de maneira rápida a casos de ebola e para assegurar que a doença não se dissemine”, declarou Espinal.

Se for identificado um caso importado de ebola em qualquer dos países-membros, serão enviados especialistas da GOARN para colaborar com as autoridades locais na execução de seus planos de resposta para combater a doença.

Marcados com:
Publicado em Ciência Médica     Doenças e Tratamentos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?