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O consumo de álcool e drogas durante a gravidez pode causar microcefalia nos bebês, afirmou nesta quinta-feira o médico do Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) David Colmenero Sánchez.

O especialista em Medicina Fetal da Unidade Médica de Alta Especialidade (UMAE) de gineco-obstetrícia do IMSS em Jalisco disse que a microcefalia pode ter causas genéticas, ambientais e cromossômicas, “embora também causas adquiridas”. Entre elas, afirmou, estão a ingestão de álcool e drogas por parte das mães na gravidez.

O especialista explicou que a microcefalia é um transtorno neurológico no qual a circunferência do crânio do bebê e o tamanho do cérebro são menores do que o esperado para sua idade gestacional. Entre as causas primordiais estão alguns vírus, incluindo o da Zika.

“Mas também é possível encontrar outras causas, como as infecções e o consumo de álcool ou substâncias ilegais na gravidez”, disse o especialista.

O critério de diagnóstico inicial pode ser realizado inclusive em nível intrauterino através de exame de ultrassom mediante à medição da circunferência cefálica do feto, de maneira que se for menor que 3 desvios padrões (DP) do limite inferior da curva de normalidade para a idade gestacional do bebê, se deve descartar esta condição durante o nascimento.

“Dar uma previsão aos pais na vida fetal não é adequado, estaríamos perante uma suspeita, porque realmente o desenvolvimento neurológico não termina até depois do nascimento do feto, muitos dos bebês podem se recuperar”, mencionou.

Existem outros aspectos que devem ser considerados no diagnóstico de confirmação, como descartar alguma displasia esquelética, para as quais o tamanho da cabeça não coincide com o corpo do bebê.

Inclusive o especialista afirmou que existem microcefalias isoladas, não associadas a outros defeitos congênitos, e que podem não comprometer a saúde mental do bebê.

“No entanto, as estruturas intracranianas são as adequadas e muito provavelmente este feto tenha uma boa previsão no momento do nascimento”, acrescentou.

Porém, existe outro tipo de microcefalia que, segundo a gravidade, pode ocasionar retardo mental na criança.

“Esta sim, a que tem menos de cinco desvios padrão do limite inferior da curva de normalidade para a idade gestacional, já pode gerar algum nível ou grau de retardamento mental no bebê”, concluiu o especialista.

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