ZIKA

Zika pelo Globo: Veja o balanço do vírus que amedronta o mundo

O Efesaúde fez um balanço das notícias recentes que envolvem o vírus transmitido pelo Aedes Aegypty e, confirmado há uma semana, pelo mosquito comum também

  • mas infoEFE/EUA CARIBE SHM13 SAN JUAN (PUERTO RICO), 15/10/2014.- Imagen de varios mosquitos Aedes Aegypti en el laboratorio del departamento de Entomología del Centro para el Control y Prevención de las Enfermedades (CDC), en San Juan (Puerto Rico0. Este es el mosquito que transmite las enfermedades del dengue y chikungunya, entre otras. Científicos de los CDC ultiman una "trampa" para este mosquito transmisor del chikunguña, un virus que llegó a América hace tan sólo diez meses y ha infectado ya a cientos de miles de personas y provocado la muerte de más de un centenar de personas sólo en el Caribe. El chikungunya es una enfermedad vírica transmitida al ser humano por mosquitos notificada por vez primera en el sur de Tanzania en 1952 para la que no hay vacuna ni tratamiento. EFE/Thais LlorcaEFE/Thais LlorcaEFE/Thais Llorca
EFE/Thais Llorca

Zika, o vírus que amedronta o mundo, especialmente quem vem para o Brasil para os #Jogos Olímpicos nas próximas semanas, tem sido controlado em alguns países, como Colômbia, Estados Unidos e o próprio país canarinho, bem como assustado pela microcefalia na Espanha.

Pensando nestas realidades, o Efesaúde fez um balanço das notícias recentes que envolvem o vírus transmitido pelo Aedes Aegypty e, confirmado há uma semana, pelo mosquito comum também. Confira o mapa do zika no mundo:

Colômbia 

O Ministério da Saúde da Colômbia anunciou na segunda-feira (25) que acabou a epidemia de zika no país, que desde setembro do ano passado até agora deixou 99.721 pessoas infectadas, segundo números divulgados pela presidência.

A decisão de declarar o final da epidemia foi tomada depois que se reduziu a cerca de 600 os casos novos semanais, segundo números do Ministério, que, no entanto, esclareceu que os reportes de infectados pela zika seguirão acontecendo no país.

A presidência destacou que, do total de afetados, 17.730 são mulheres em gestação “que são submetidas um estrito acompanhamento por parte do Ministério da Saúde e Proteção Social e do Instituto Nacional de Saúde (INS)“, que informa semanalmente sobre o avanço do vírus.

No julgamento do vice-ministro, o desafio a partir de agora é enfrentar os casos de microcefalia apresentados nos recém-nascidos, pois, segundo cálculos do Ministério, podem aumentar entre 100 e 300 casos produzidos pela zika.

Por sua parte, a diretora do INS, Martha Lucía Ospina, disse hoje durante uma entrevista coletiva em Bogotá que nesta ano foram confirmados 256 casos de microcefalia, dos quais 21 estão vinculados ao vírus da zika.

Além disso, considerou que o vírus a partir de agora a situação passa da “epidemia à endemia”.

Espanha

Uma mulher que foi infectada com o vírus da zika deu à luz na segunda-feira (25) a um bebê com microcefalia e outras más-formações, segundo os médicos do Hospital Vall d’Hebron da cidade de Barcelona.

Trata-se do primeiro caso de microcefalia causado por zika na Europa, segundo confirmou o chefe do Vall d’Hebron, Félix Castillo, depois que a mãe foi diagnosticada durante a gravidez e não quis abortar.

O chefe explicou que o bebê não precisou de reanimação específica apesar de ter nascido com microcefalia, que lhe causará afetações neurológicas em um grau que agora os médicos terão que determinar.

O estado clínico do bebê “é correto, está controlado e monitorado”, e sua futura qualidade de vida é “difícil de prever” sem saber ainda o grau de afetação cerebral que tem e das complicações que surjam, acrescentou Castillo.

O número de casos de zika confirmados na Espanha é de 190, dos quais 26 são mulheres que estavam grávidas no momento da tomada de amostras para serem analisadas, segundo informou o Ministério da Saúde espanhol.

Estudos

Uma equipe de cientistas britânicos e americanos concluiu que 1,65 milhão de mulheres em idade fértil na América Central e na América do Sul correm o risco de contrair o vírus da zika no final da primeira onda desta epidemia, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo portal “Nature Microbiology“.

A pesquisa, feita por especialistas das Universidades de Southampton (Inglaterra), Oxford (Inglaterra) e Notre Dame (Estados Unidos), revelou que esse número pode aumentar para 90 milhões de infecções na mesma região durante os períodos de propagação da zika.

O vírus da zika existe há décadas, mas recentemente se tornou uma emergência de saúde internacional por causa de sua associação com graves má-formações em recém-nascidos e sua rápida difusão nestas duas áreas do planeta.

O relatório mostra a propagação que a zika teria em escala local, após a análise de padrões como clima, período de incubação e forma de transmissão.

“Esta projeção é importante para entender a extensão desta epidemia e ajudar a planejar medidas de supervisão e resposta aos surtos”, declarou Andrew Tatem, geógrafo na Universidade de Southampton.

“É difícil prever com precisão quantas mulheres em idade de procriar estão em risco de contrair o vírus, já que muitas afetadas não apresentam nenhum sintoma, o que invalida os métodos baseados apenas em dados procedentes de estudos de casos”, explicou.

Outro estudo divulgado nesta segunda-feira pela revista “Nature Structural & Molecular Biology” resolveu a estrutura molecular chave da proteína NS1, produzida pela doença e que talvez participe da reprodução do vírus e de sua interação com o sistema imune.

A Universidade de Michigan e a de Purdue, nos EUA, revelaram que, apesar da similaridade com outros vírus, a estrutura da NS1 no vírus da zika “tem divergências importantes”, dado que “permitirá guiar o desenvolvimento de uma potencial vacina ou remédios antivirais”.

O documento informa que a superfície exterior da biomolécula em questão tem propriedades elétricas de carga substancialmente distintas às de outros flavivirus, o que faz com que impacte de outra forma os componentes do sistema imunológico infectado.

“A compreensão de sua estrutura e funções nos ajudam a identificar objetivos para que os inibidores bloqueiem processos virais importantes e tratem a infecção”, ressaltou o coautor do relatório Richard Khun, professor de ciências biológicas na Universidade de Purdue.

David L. Akey, cientista da Universidade de Michigan, destacou que a sequência genética da proteína NS1 muda com o tempo, razão “pela qual tem um aspecto diferente no sistema imunológico dos infectados no Brasil em relação ao dos africanos”.

Vale lembrar

O vírus da zika, transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes aegypti, o mesmo da dengue e chicungunha, pode provocar febre, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos e, em menor frequência, dor muscular e articular.

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Publicado em Dicas e curiosidades     Saúde e Bem-estar

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