SAÚDE DO HOMEM

    Vigiar o câncer de próstata é tão efetivo quanto cirurgia ou radioterapia

    A pesquisa é a primeira a avaliar a eficácia dos três maiores procedimentos utilizados no câncer de próstata, assim como seus efeitos e seu custo.

    • Vigiar o câncer de próstata é tão efetivo quanto cirurgia ou radioterapia
    Vigiar o câncer de próstata é tão efetivo quanto cirurgia ou radioterapia

    Monitorar o câncer de próstata oferece as mesmas possibilidades de sobrevivência nos primeiros dez anos após a doença ser detectada do que a cirurgia ou a radioterapia, indicou um estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”.

    A pesquisa, a maior já feita no Reino Unido, que acompanhou mais de 1.500 pacientes de câncer de próstata, mostrou que os três procedimentos têm resultado semelhante e taxas muito baixas de morte.

    Mas o tratamento reduz o risco de progressão da doença se comparado com a mera vigilância, embora também esteja acompanhado de efeitos colaterais mais incômodos, acrescentou o estudo, financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Saúde (NIHR).

    CUSTO X BENEFÍCIO ENTRE TRATAMENTOS

    A pesquisa é a primeira a avaliar a eficácia dos três maiores procedimentos utilizados no câncer de próstata, assim como seus efeitos e seu custo.

    “Com este estudo aprendemos até agora que o câncer de próstata detectado em testes de sangue cresce muito lentamente e que poucos homens (cerca de 1%) morrem por causa dele quando têm acompanhamento em um período de dez anos, sem levar em conta o tratamento atribuído”, afirmou o pesquisador-chefe, Freddie Hamdy.

    “Esse número é consideravelmente menor do que o que havíamos previsto antes de começar o estudo”, acrescentou.

    No entanto, o tratamento cirúrgico (prostatectomia radical, a retirada total da próstata) e a radioterapia reduzem o número de casos em que o câncer de próstata avança e se desenvolve, embora ainda não tenha sido determinado se isso representa viver mais ou melhor, acrescentou o pesquisador da Universidade de Oxford.

    A pesquisa se baseou em dados colhidos entre 1999 e 2009, de mais de 82 mil homens entre 50 e 69 anos em todo o Reino Unido. 1.643 deles foram diagnosticados com câncer de próstata.

    Dos pacientes, 545 monitoraram a doença, 553 se submeteram à prostatectomia radical, e 545 se submeteram a radioterapia.

    Nos grupos de cirurgia e radioterapia a progressão do câncer caiu mais da metade em comparação com os que foram submetidos somente à monitoração ativo, mas os pacientes também sofreram efeitos secundários desagradáveis, principalmente no primeiro ano de tratamento.

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    Publicado em Doenças e Tratamentos     Saúde de Gênero

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