SAÚDE

“Viajar grávida a um lugar com zika é brincar com fogo”, alertam especialistas

“Viajar grávida a um lugar com um surto de zika é brincar com fogo sem necessidade”, destacaram especialistas reunidos no ‘Simpósio internacional sobre a zika‘, que acontece esta semana no Rio de Janeiro. A recomendação é de um período de […]

“Viajar grávida a um lugar com um surto de zika é brincar com fogo sem necessidade”, destacaram especialistas reunidos no ‘Simpósio internacional sobre a zika‘, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

A recomendação é de um período de prevenção de seis meses caso haja planos de gravidez se algum membro do casal viajou para áreas afetadas pelo vírus.

População já imunizada

Mas os especialistas também lançaram uma mensagem tranqüilizadora, em uma tentativa para reduzir o alarme provocado pela zika, e lembraram que os níveis de mortalidade são ínfimos quando há tratamento médico adequado.

“A dengue está há décadas entre nós, e chega a matar, mas ninguém deixou de viajar para países onde existe a doença”, apontou o espanhol Enrique Vázquez, membro da Organização Pan-americana da Saúde e um dos participantes do fórum do Rio.

Vázquez afirmou que “atualmente não se pode comprovar uma relação direta” entre os casos de bebês com microcefalia e o contágio da zika em mulheres grávidas. “Pode ser a soma da zika e de outros vírus que provoque este problema”, opinou.

Durante o encontro, os especialistas abordaram também as projeções de contágio para os próximos meses e concordaram que as áreas que sofreram fortes surtos de zika no começo do ano ficaram praticamente imunizadas.

“Quem foi infectado pela zika já está vacinado”, porque o vírus não se repete, destacou Alberrt Icksang Ko, professor de Epidemiologia e Medicina da Universidade de Yale. “Estas pessoas ‘vacinadas’ geram uma espécie de ‘efeito rebanho’ no resto da população, que permanece em um estado de semi-imunidade”, acrescentou.

Combate ao mosquito

O encontro, que começou na segunda-feira no Rio e reúne especialistas de diferentes países, analisará também a situação de outros vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue e o chicungunha, os testes para a elaboração de vacinas e a necessidade de estabelecer medidas de cooperação internacional para conter a proliferação do mosquito.

O fórum, que será termina nesta quinta-feira, dia 10, é organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia Nacional de Medicina (ANM) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a microcefalia associada ao zika uma emergência de saúde pública de importância internacional.

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Publicado em Ciência Médica     Doenças e Tratamentos

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