VACINAS

Vacina experimental contra a dengue reduz 95% dos casos graves da doença

De acordo com a empresa farmacêutica, os testes realizados indicam que esta vacina tem uma eficácia de 60,8% para prevenir a doença e um êxito de 95,5% na hora de evitar os casos mais graves do dengue.

  • Arquivo. EFE/Jean-Christophe BottArquivo. EFE/Jean-Christophe Bott
Arquivo. EFE/Jean-Christophe Bott

Uma vacina experimental contra a dengue desenvolvida pela farmacêutica francesa Sanofi demonstrou uma eficácia de 95,5% na redução do desenvolvimento de casos graves da doença nos testes realizados no Brasil e na América Latina.

Segundo a “Agência Brasil”, a vacina é a primeira finalizada para combater a dengue, uma doença que neste ano causou a morte de 377 pessoas no Brasil e que também é considerada endêmica na Colômbia, Honduras, México e Porto Rico.

O laboratório francês solicitará uma avaliação desta vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no primeiro trimestre de 2015 e espera-se que no final do próximo ano já esteja registrada no país e possa ser comercializada.

De acordo com a empresa farmacêutica, os testes realizados indicam que esta vacina tem uma eficácia de 60,8% para prevenir a doença e um êxito de 95,5% na hora de evitar os casos mais graves do dengue.

“Isso significa que praticamente não vamos mais ter casos graves da doença”, declarou Sheila Homsani, gerente médica da Divisão de Vacinas do laboratório, ressaltando que a imunização também vai reduzir as internações decorrentes da dengue.

Para Homsani, a vacina deve ser aplicada em três doses com um intervalo de tempo de seis meses entre cada aplicação.

Atualmente, quase metade da população mundial vive em países onde a dengue é endêmica, e mais de 390 milhões de pessoas no mundo padecem a cada ano – 500 mil deles sofrem a versão mais grave, a hemorrágica – quando há meio século só se registravam 15 mil casos em nove países do sudeste asiático.

Na América, o número de casos se multiplicou por cinco durante a última década, passando dos 517 mil registrados em 2003 aos 2,3 milhões detectados em 2013.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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