EBOLA

Vacina demonstra alta efetividade contra o ebola na Guiné

A vacina foi administrada em primeiro lugar em um dos grupos e, três semanas mais tarde, no segundo.

  • mas infoEFE/EUA CARIBE SHM09 PROVO (UT, EEUU), 1/5/2009.- Una enfermera prepara este viernes 1 de mayo las vacunas contra la gripe estacional que serán inyectadas en la Clinica de la Inmunización en la ciudad de Provo (Utah). Sin embargo, según la directora de la Organización Mundial de la Salud (OMS) para la Investigación de Vacunas, Marie-Paule Kieny, esta vacuna no es efectiva para prevenir el nuevo virus AH1N1. Kieny recordó que la fabricación de vacunas resulta de un complejo proceso que, en algunos casos, ha hecho imposible formular vacunas para determinadas enfermedades, como el sida. Sin embargo, se mostró confiada en la "tremenda experiencia" que tiene la industria farmacéutica en el área de vacunas para la gripe estacional. EFE/GEORGE FREYFoto:  EFE/GEORGE FREYFoto: EFE/GEORGE FREY
Foto:  EFE/GEORGE FREY

Os resultados de uma vacina experimental contra o vírus do ebola mostram “um alto grau de efetividade” após ter sido testada em mais de 4 mil pessoas que tiveram contato com a doença na Guiné, um dos países mais afetados pela epidemia.

A nova vacina, denominada VSV-ZEBOV, é “eficaz 100%” dez dias após ter sido administrada em uma pessoa sem a infecção, segundo os resultados divulgados nesta sexta-feira pela revista britânica “The Lancet” e pelo governo da Guiné.

Os testes revelaram sua eficácia em humanos em menos de 12 meses, “um tempo recorde”, segundo a equipe científica que a desenvolveu, integrada por especialistas da Organização Mundial da Saúde(OMS), Médicos Sem Fronteiras (MSF) e da Noruega, Canadá, Guiné, EUA e Reino Unido.

A nova vacina combina o vírus da estomatitis vesicular (VSV) com um gene que codifica uma proteína chave da cepa Zaire do ebola, a forma mais agressiva e letal conhecida do vírus, que tirou a vida de 11.294 pessoas em vários países da África Ocidental no surto surgido na região em março de 2014, segundo os últimos dados da OMS.

A combinação destes componentes dá como resultado uma vacina que, baseada em uma amostra debilitada do ebola, estimula uma resposta imune contra o vírus e fomenta a produção de anticorpos para lutar contra a doença.

“A vacina VSV-ZEBOV trabalha do mesmo modo que outras vacinas baseadas em vírus atenuados contra outras infecções virais”, explicou o doutor Mark Feinberg, do laboratório Sanofi Pasteur MSD.

Esta companhia farmacêutica quer produzir suficientes doses para controlar possíveis futuros surtos de ebola.

No entanto, a VSV-ZEBOV não será administrada como qualquer outra vacina comum, mas será usada em “comunidades em risco que a requeiram”, precisou Feinberg.

O inconveniente da vacina é que tem que ser conservada em lugares frescos em países tropicais com frequentes cortes elétricos, por isso que a pesquisa futura passará por desenvolver uma formulação termoestável.

Os pacientes voluntários com os quais foram realizados os testes procedem de áreas onde houve registro de surtos da doença na Guiné e onde estiveram em contato com doentes ou outras pessoas próximas a eles, como moradores, parentes e companheiros de classe.

A vacina foi administrada em primeiro lugar em um dos grupos e, três semanas mais tarde, no segundo.

“Os resultados demonstraram que, no prazo de 10 dias, a vacina protegia ambos os grupos contra o vírus do ebola”, segundo o comunicado.

“A comunidade da área da saúde global poderia contar a partir de agora com uma importante ferramenta para vencer o ebola”, ressaltou o doutor John-Arne Rottingen, do Instituto Norueguês de SaúdePública e chefe do painel científico que testou a vacina.

Em um ano e meio, a epidemia infectou 27.787 pessoas, principalmente na África Ocidental, das quais 11.294 morreram.

Embora uma dezena de países tenham registrado casos de ebola, as mortes se concentraram em três: Libéria (4.808), Serra Leoa (3.951 mortos) e Guiné (2.520).

A Libéria foi declarada em 9 de maio país livre de transmissão de ebola, mas neste mês voltou a registrar novos casos.

Publicado em Doenças e Tratamentos

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