Vacina contra zika está cada vez mais próxima

A bioquímica argentina Silvia Gold acredita que em dois anos esta vacina contra a zika poderá estar no mercado.

  • A pesquisadora argentina Silvia Gold explica que a vacina contra a zika parece A pesquisadora argentina Silvia Gold explica que a vacina contra a zika parece "mais fácil" de ficar pronta. Foto: EFE/Zipi
A pesquisadora argentina Silvia Gold explica que a vacina contra a zika parece

A vantagem da luta contra a Zika em comparação com outros vírus mais letais, como a dengue, é que sua vacina parece ser mais fácil de desenvolver, acredita a bioquímica argentina Silvia Gold. Para ela, a vacina contra o zika está cada vez mais próxima, podendo estar pronta em dois anos.

A fundação que Gold preside, Mundo Sano, faz parte de uma aliança internacional junto com duas farmacêuticas – uma americana e outra argentina – que buscam fabricar uma vacina para o vírus da zika.

Ela crê que em março do ano que vem a vacina já poderá ser testada em seres humanos. “Começamos este projeto esperançosos, achamos que vai haver vacina, e certamente haverá mais de uma, mas confiamos em nossa tecnologia”, afirmou a pesquisadora.

Vale lembrar que o Instituto Butantan, em São Paulo, também firmou parceria para conceber o imunológico até 2017, como divulgado em reportagem do Efesaúde Brasil.

Testes positivos

A Protein Sciences, uma das farmacêuticas da aliança, conseguiu construir uma proteína que já deu resposta imunológica em animais e superou os primeiros testes de toxicidade. Mas o laboratório está fabricando outras duas proteínas, “para estar seguro” de qual é a mais eficaz.

“Com uma poderíamos avançar, mas a estratégia da Protein Sciences é conseguir a melhor proteína. O plano é desenvolver três e escolher a mais potente”.

A bioquímica argentina acredita que em dois anos esta vacina contra a zika poderá estar no mercado, e destacou que a Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA) está “muito interessada” em que exista o mais rápido possível um fármaco para frear a disseminação do vírus.

“Todas as agências reguladoras têm uma espécie de via rápida por diferentes motivos, quando há um problema de saúde grande, habilitam caminhos mais rápidos. Elas não reduzem suas exigências, mas os prazos de revisão”, explicou Gold.

Ela também alertou que a zika é uma doença preocupante, mas pediu calma, já que o risco é essencialmente para grávidas, por estar relacionada à microcefalia e outras má formações.

Combater o mosquito é essencial 

O mosquito do gênero Aedes, vetor que transmite a zika, dengue e chicungunha, tem uma alta capacidade de sobreviver. A bioquímica Sílvia Gold enfatizou que, mesmo com uma vacina, é essencial combatê-lo.

“Há um certo esquecimento com a questão da transmissão vetorial, o que repercute na prevenção da doença, mas é possível evitar que ele se reproduza”.

“É preciso revisar como tem sido feito o controle do vetor nas regiões endêmicas. Esse controle deve ser colocado na agenda das administrações, uma vacina ajudará muito, mas não haverá para todos e nem sempre ela garante 100% de eficácia, nem a melhor vacina”.

Gold insistiu que é preciso controlar o mosquito durante o ano inteiro e vigiar a eficiência das medidas para combatê-lo.

“Acredito que é preciso usar ferramentas novas, mais criativas. Inseticidas são úteis, mas devem ser bem usados, porque estamos combatendo um organismo vivo, e pode haver resistências como a que surge ao uso de antibióticos”, acrescentou Gold.

Publicado em Ciência Médica

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