VACINA CONTRA HPV

Vacina contra o HPV está disponível o ano inteiro no SUS

Segundo informação da Sociedade Brasileira de Imunizações, as vacinas oferecidas pelo Sistema previnem cerca de 70% dos cânceres do colo do útero e 90% das verrugas genitais.

  • Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
Foto: Divulgação

A terceira maior causa de morte entre as mulheres no Brasil é o câncer de colo do útero, doença decorrente do HPV, causado pelo Papilomavírus humano. No país, anualmente, 15 mil pessoas são diagnosticadas com este tipo de câncer e as estatísticas condenam que até o final de 2015, ao menos 5 mil pessoas morrerão pela doença.

O SUS oferece diariamente doses de vacina contra o HPV de forma gratuita, mesmo fora da época das campanhas de vacinação que acontecem sempre em março e setembro. Entre março de 2014 e junho de 2015 foram ministradas mais de 10,5 milhões de doses da vacina nos postos de saúde do país.

Segundo informação da Sociedade Brasileira de Imunizações, as vacinas oferecidas pelo SUS previnem cerca de 70% dos cânceres do colo do útero e 90% das verrugas genitais.

Para a prevenção do HPV e, por consequência, do câncer, a médica Rosana Richtman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, recomenda (idealmente) a prática de sexo com preservativos, que as mulheres façam periodicamente o exame Papanicolau – que pode detectar o câncer mais precocemente -, além de manter-se em dia com a vacinação.

“Sabemos que a abstinência não é uma realidade para a contenção do HPV, por isso essa junção de atitudes reforçam o controle da doença”, explicou Richtman.

A especialista destaca a importância da vacinação até mesmo antes do início da vida sexual e afirma que “quanto mais novo o paciente, melhor é sua resposta imunológica”, com isso justifica a massiva campanha para vacinação entre os adolescentes.

“É importante vacinar antes da exposição ao vírus e é um mito que ela induza o início da atividade sexual”, ressaltou a especialista.

Efeitos colaterais

Assim como qualquer outra vacina, a do combate ao HPV é passível de apresentar efeitos colaterais, mas nada como o que foi apresentado pela imprensa no ano passado, quando casos de paralisia após a vacinação foram noticiados, pelo menos é o que afirmou a diretora técnica do Programa Estadual de Imunizações, Helena Sato.

“O que aconteceu foi uma reação de ansiedade pós-vacinação”, esclareceu a diretora.

Kato afirma que algumas manifestações como essa eram esperadas, mas que a população não deve se preocupar e muito menos deixar de se imunizar por isso. De acordo com a especialista, o que aconteceu no Brasil ocorreu também em países onde as coberturas vacinais foram aplicadas quase que de maneira exemplar, como Austrália, e que para resolver esta situação acolheu as pacientes e contou com auxílio de psiquiatras para tratar da ansiedade. “É muito difícil vacinar adolescentes”, completou.

“Nós já vacinamos 10 milhões de meninas e não observamos o aumento de efeitos colaterais como Guillain-Barré ou Lupus”, destacou Kato.

Mitos e verdades sobre a vacinação contra o HPV

  1. A vacina evita o câncer do colo do útero. Verdade. A vacina é 98% eficaz para a prevenção dos tipos de HPV cancerígenos e por isso a vacinação é defendida pela OMS como a principal forma de prevenção contra o HPV em jovens de 9 a 13 anos.
  2. Uso sempre camisinha, então não preciso me vacinar. Mito. A camisinha não garante total proteção contra o vírus, pois a transmissão pode se dar no contato pele a pele entre as regiões genitais.
  3. Apenas uma dose da vacina já é eficaz. Mito. No caso das adolescentes menores de 15 anos, que respondem melhor à vacina, duas doses são protetoras e a terceira pode aumentar a eficácia em longo prazo, já as maiores de 15 precisam, necessariamente, receber três doses da vacina.
  4. A vacina pode deixar mulheres inférteis. Mito. Não há nenhum indicativo de relação direta entre a vacina e este problema.
  5. A vacina é segura. Verdade. As mais de 200 milhões de doses aplicadas em homens e mulheres demonstraram que a vacina tem um bom perfil de segurança. As reações são pouco frequentes e o quadro costuma ser leve: dor, vermelhidão e edemas próximos ao local da injeção, dor de cabeça e febre.
Marcados com:
Publicado em Saúde sexual

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?