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Vacina brasileira contra esquistossomose entra em fase final de testes

É a última fase de testes antes de a vacina ser lançada oficialmente, informou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o maior centro de estudos médicos da América Latina, ligado ao Ministério da Saúde.

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Vacina brasileira contra esquistossomose entra em fase final de testes

Uma vacina desenvolvida por cientistas brasileiros contra a esquistossomose, a primeira contra o parasita no mundo, entrará na fase final de testes em humanos a partir de setembro no Senegal.

É a última fase de testes antes de a vacina ser lançada oficialmente, informou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o maior centro de estudos médicos da América Latina, ligado ao Ministério da Saúde.

Testes em humanos 

A vacina será injetada a partir da segunda quinzena de setembro em pelo menos 350 voluntários no Senegal, região em que a doença é altamente endêmica. A fase de testes deverá durar até o final de 2017.

O Senegal foi escolhido não só por ser um dos países mais afetados pela doença, mas porque conta com as duas espécies do parasita que transmite a esquistossomose.

A vacina, a primeira no mundo não só contra a doença que afeta cerca de 200 milhões de pessoas, mas contra um parasita, já foi testada com sucesso em humanos no Brasil, onde teve sua segurança e sua eficácia comprovadas.

O que é Esquistossomose?

A esquistossomose é uma doença parasitária transmitida por platelmintos do gênero Schistosoma e tem alta incidência, principalmente em países pobres da África e da América Latina.

A pesquisa para o desenvolvimento da vacina, até agora conhecida como Sm14, foi iniciada há 30 anos, e foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das cinco prioridades em relação ao desenvolvimento de vacinas.

O projeto conta com financiamento da OMS e do laboratório privado Orygen Biotecnologia S.A.

Primeira vacina contra um parasita 

A vacina utiliza como princípio ativo a proteína Sm14, que é considerada vital para os vermes. Essa proteína foi isolada e patenteada em 1990 pela médica Miriam Tendler, pesquisadora da Fiocruz, após ser extraída do próprio Schistosoma mansoni, o parasita que transmite a doença.

O produto desenvolvido atua como um antígeno, ou seja, estimula ao sistema imunológico do hospedeiro a produzir anticorpos contra o verme.

A esquistossomose é a segunda doença parasitária que mais afeta a população em todo o mundo, somente atrás da malária, e é endêmica em 70 países, segundo a OMS.

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Publicado em Ciência Médica

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