DENGUE

Vacina brasileira contra dengue inicia sua última fase de testes

A imunização foi aprovada com sucesso nas duas primeiras fases de experimentos, nos quais demonstrou que tem capacidade para combater os quatro tipos do vírus da dengue com aplicação única.

  • mas infoBRA58. SAO PAULO (BRASIL), 24/04/2015.- Un agente municipal de salud extrae una larva del mosquito Aedes aegypt que transmite el Dengue hoy, viernes 24 de abril de 2015, durante una inspección a una residencia, en la zona norte de ciudad de Sao Paulo (Brasil). Uniformados y con mucho repelente, cincuenta soldados del Ejército patrullan por la mayor ciudad del Brasil para combatir al enemigo: el mosquito del dengue, responsable de enfermar a 460.500 personas en lo que va de año en el país. La presencia de los soldados y cabos, emparejados con un agente sanitario cada uno, sirve para infundir confianza a la población durante las tareas de vigilancia y concienciación que el gobierno del municipio de Sao Paulo lleva a cabo para combatir la epidemia. EFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

O centro de pesquisas do Instituto Butantan iniciou a última e definitiva fase de provas de uma vacina contra o dengue desenvolvida por cientistas brasileiros e que se mostrou eficaz nos experimentos já realizados com humanos.

A vacina, desenvolvida por este centro de pesquisas e produção de remédios vinculado ao governo de São Paulo, será testada em 17 mil voluntários de entre 18 e 59 anos que começaram a ser recrutados na semana passada.

A imunização foi aprovada com sucesso nas duas primeiras fases de experimentos, nos quais demonstrou que tem capacidade para combater os quatro tipos do vírus da dengue com aplicação única.

O Instituto Butantan informou que usará 17 mil voluntários no novo experimento com humanos, dos quais 11.330 serão imunizados com a vacina e o restante receberá um placebo, em 13 diferentes cidades do Brasil.

O Instituto prevê que a vacina poderá se transformar em 2017 na primeira do mundo a ser oferecida gratuitamente no combate à dengue.

Os cientistas responsáveis pela medicina disseram que as testadas não têm capacidade para combater os vírus do chicungunha e zika, que, assim como a dengue, são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

A última fase de provas terá um custo de 270 milhões de reais e será financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por empresas privadas.

“O tempo desta fase de provas vai depender do recrutamento de voluntários e da incidência da dengue. Se há uma epidemia, a eficácia da vacina poderá ser verificada de forma mais rápida”, admitiu o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, em entrevista coletiva.

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou na mesma oportunidade que, a expectativa do aumento das epidemias de dengue devido às mudanças climáticas e, faz com que a ciência é busque com urgência uma vacina contra este vírus.

“Trata-se de um fato inédito para a ciência brasileira”, afirmou.

A medicina usa diferentes sepas do vírus da dengue que foram modificadas geneticamente e se caracteriza por ser de dose única e tetravalente, ou seja, que previne a população contra os quatro tipos de dengue (1, 2, 3 e 4).

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Publicado em Ciência Médica

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