CUIDADOS

Uso errado de repelentes podem afetar os olhos, afirma especialista

O uso incorreto pode causar conjuntivite tóxica, alergia e úlcera na córnea. Saiba como evitar complicações.

  • mas infoHAB01. LA HABANA (CUBA), 15/04/08.- Un niño discapacitado y con miopía severa ejercita la vista con la ayuda de equipo médico, hoy, 15 de mayo de 2008, en la escuela para niños con necesidades especiales "Solidaridad con Panamá" en La Habana (Cuba). EFE/Alejandro ErnestoFoto: EFE/Alejandro ErnestoFoto: EFE/Alejandro Ernesto
Foto: EFE/Alejandro Ernesto

O surto de casos de microcefalia no Brasil, desencadeado pelo mosquito Aedes Aegypti contaminado com o zika vírus, está aumentando o uso de repelentes pela população que busca se proteger da doença.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, embora seja seguro usar repelentes que contenham icaridina, DEEP ou IR 3535 para combater o mosquito da dengue, a aplicação incorreta pode causar conjuntivite tóxica, alergia e úlcera na córnea.

“É por isso que todos os fabricantes indicam evitar contato com os olhos, independente do princípio ativo do produto”, explicou Neto.

O especialista ressalta entre as principais formas de prevenir as complicações oculares que é imprescindível proteger os olhos quando usar repelentes do tipo aerosol, lavar sempre as mãos após o uso, inclusive de produtos em spray.

Neto indica também que os alérgicos devem testar sua sensibilidade à composição, aplicando uma pequena quantidade no antebraço e que a irritação da pele ou alterações nas vias respiratórias exigem troca do produto para evitar reação em cadeia nos olhos.

Em caso de contato acidental com a mucosa ocular a dica do médico é lavar o olho abundantemente com água filtrada e consultar um oftalmologista se o desconforto não desaparecer em dois dias.

Sintomas semelhantes

Um estudo realizado pelo médico mostra que a conjuntivite tóxica responde por 20% dos casos da doença no verão e tem como maior causa a penetração de filtro solar nos olhos. Na opinião de Neto, o aumento do uso de repelentes pode elevar este índice no verão 2015.

“A conjuntivite tóxica é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que reveste a pálpebra e a superfície do olho, decorrente do contato com produtos químicos”, disse o especialista. “A alergia é a inflamação causada por reação alérgica a alguma substância. As duas doenças não são contagiosas e têm os mesmo sintomas: coceira, olhos vermelhos, sensibilidade à luz, lacrimejamento e pálpebras inchadas”.

Este desconforto pode ocorrer em apenas um olho e o tratamento muitas vezes consiste em apenas afastar a substância sensibilizadora. Quando os sintomas não desaparecem em dois dias a recomendação é consultar um oftalmologista para prescrição do anti-inflamatório mais adequado.

Riscos e tratamento da úlcera

Neto afirma que a recomendação é consultar um oftalmologista o mais breve possível quando o contato do olho com repelente causar dor ocular intensa, vermelhidão, queda visual, lacrimejamento e secreção amarelada.

“Isso porque, indica úlcera na córnea que pode provocar danos cicatriciais semelhantes aos de uma queimadura ocular”, explicou. “O tratamento medicamentoso com colírios antibióticos e corticóide nem sempre elimina a cicatriz e restaura a visão. Outra alternativa terapêutica é a aplicação célula tronco retirada da membrana amniótica, parte interna da placenta, na superfície do olho”.

Publicado em Doenças e Tratamentos

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