MACONHA

Uruguai vai melhorar produção de cannabidiol para indústria farmacêutica

Entre as ações estão a fabricação de produtos derivados desta planta, como a fibra, a produção de sementes para exportação e a fabricação de grãos para a indústria alimentícia no exterior.

  • mas infoNDL01 GRONINGEN (HOLANDA) 19.01.07 La primera farmacia de cannabis ha abaierto hoy vienres 19 de enero en Groningen (norte de Holanda). Los enfermos crónicos pueden comprar cannabis medicinal por un precio de 6 euros el gramo de `mediweed´, hierba medicinal. La farmacia es una iniciativa de la fundación de cannabis medicinal de Holanda (Stichting Medicinale Cannabis Nederlan) que quiere ofrecer cannabis a los enfermos crónicos a un precio razonable. EFE/ROBIN UTRECHTFoto: EFE/ROBIN UTRECHTFoto: EFE/ROBIN UTRECHT
Foto: EFE/ROBIN UTRECHT

O Uruguai buscará a partir de outubro melhorar a produção de cannabidiol, o principal componente da cannabis, com o objetivo de entrar nesse nicho na indústria farmacêutica internacional.

O engenheiro agrônomo e chefe de Assessoria Técnica do Ministério da Agricultura na produção de cânhamo industrial, Sergio Vázquez, explicou que atualmente existem no Uruguai cinco empresas registradas e autorizadas pelo Estado para a produção de cânhamo industrial sob diversas modalidades.

Entre elas, a fabricação de produtos derivados desta planta, como a fibra, a produção de sementes para exportação e a fabricação de grãos para a indústria alimentícia no exterior.

Produção medicinal com valor agregado

Vázquez ressaltou que estas empresas querem extrair o cannabidiol, também conhecido como CBD, para ser usado como insumo para a indústria farmacêutica na formulação de remédios para doenças como a epilepsia infantil e os danos do sistema nervoso central.

A partir de outubro estas empresas estarão “fazendo uma grande aposta”, no início da semeadura, e estimam que em um ano podem começar a surgir os resultados dos cultivos e da possível produção.

“Não promovemos o cultivo, como consideramos que é um produto de nicho queremos dar mais valor agregado. Que o produto que saia desta cadeia de produção seja um produto de altíssima qualidade para entrar nos mercados mais exigentes e não seja um ‘commodity'”, explicou Vásquez.

Ele avaliou que, apesar de poder se transformar em um ‘commodity’, isto pode gerar o interesse da indústria farmacêutica internacional para se instalar no Uruguai, o que “dará maior valor agregado ao produto”.

Nesse sentido, acrescentou que “o maior desafio será validar o comportamento agronômico das variedades de sementes que serão importadas para este fim, já que elas vem de diversas latitudes”.

Uruguai é pioneiro em legislação sobre Maconha

O engenheiro agrônomo uruguaio Sergio Vázquez ressaltou que seu país “é pioneiro” na região sobre a legislação que permite que um ente privado, através de autorizações, produza cânhamo industrial.

“Em outros países se trabalha na parte legal e em países como o Brasil e o Chile se trabalha sob estritas normas de segurança do Estado, nenhum investidor privado está autorizado para sua produção”, afirmou.

Vázquez explicou que, para a produção industrial, o cânhamo deve possuir uma composição com menos de 1% de THC, o principal componente psicoativo da cannabis. Quando esse percentual é maior que 1% a planta é considerada psicoativa, droga de uso recreativo, e sua produção obedece a outras normas e decretos no Uruguai.

 

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O Uruguai buscará a partir de outubro melhorar a produção de cannabidiol, o principal componente da cannabis, com o objetivo de entrar nesse nicho na indústria farmacêutica internacional.

O engenheiro agrônomo e chefe de Assessoria Técnica do Ministério da Agricultura na produção de cânhamo industrial, Sergio Vázquez, explicou que atualmente existem no Uruguai cinco empresas registradas e autorizadas pelo Estado para a produção de cânhamo industrial sob diversas modalidades.

Entre elas, a fabricação de produtos derivados desta planta, como a fibra, a produção de sementes para exportação e a fabricação de grãos para a indústria alimentícia no exterior.

Produção medicinal com valor agregado

Vázquez ressaltou que estas empresas querem extrair o cannabidiol, também conhecido como CBD, para ser usado como insumo para a indústria farmacêutica na formulação de remédios para doenças como a epilepsia infantil e os danos do sistema nervoso central.

A partir de outubro estas empresas estarão “fazendo uma grande aposta”, no início da semeadura, e estimam que em um ano podem começar a surgir os resultados dos cultivos e da possível produção.

“Não promovemos o cultivo, como consideramos que é um produto de nicho queremos dar mais valor agregado. Que o produto que saia desta cadeia de produção seja um produto de altíssima qualidade para entrar nos mercados mais exigentes e não seja um ‘commodity'”, explicou Vásquez.

Ele avaliou que, apesar de poder se transformar em um ‘commodity’, isto pode gerar o interesse da indústria farmacêutica internacional para se instalar no Uruguai, o que “dará maior valor agregado ao produto”.

Nesse sentido, acrescentou que “o maior desafio será validar o comportamento agronômico das variedades de sementes que serão importadas para este fim, já que elas vem de diversas latitudes”.

Uruguai é pioneiro em legislação sobre Maconha

O engenheiro agrônomo uruguaio Sergio Vázquez ressaltou que seu país “é pioneiro” na região sobre a legislação que permite que um ente privado, através de autorizações, produza cânhamo industrial.

“Em outros países se trabalha na parte legal e em países como o Brasil e o Chile se trabalha sob estritas normas de segurança do Estado, nenhum investidor privado está autorizado para sua produção”, afirmou.

Vázquez explicou que, para a produção industrial, o cânhamo deve possuir uma composição com menos de 1% de THC, o principal componente psicoativo da cannabis. Quando esse percentual é maior que 1% a planta é considerada psicoativa, droga de uso recreativo, e sua produção obedece a outras normas e decretos no Uruguai.

 

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