DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Uruguai lidera na América Latina em doação de órgãos em 2014; Brasil foi 2º

O Uruguai foi o país da América Latina com maior número de doação de órgãos e tecidos em termos relativos em 2014, com cerca de 600 intervenções que permitiram melhorar ou conservar a vida dos pacientes segundo dados divulgados em função do Dia Nacional da Doação e do Transplante.

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Uruguai lidera na América Latina em doação de órgãos em 2014; Brasil foi 2º

O Uruguai foi o país da América Latina com maior número de doação de órgãos e tecidos em termos relativos em 2014, com cerca de 600 intervenções que permitiram melhorar ou conservar a vida dos pacientes segundo dados divulgados em função do Dia Nacional da Doação e do Transplante.

A informação foi confirmada pela diretora do Instituto Nacional de Doação e Transplante de Células, Tecidos e Órgãos do país (INDT), Milka Bengoechea, que acrescentou que para comparar a situação a respeito de outros países é preciso levar em conta o número de transplantados por cada 1 milhão de habitantes.

O Uruguai ficou em primeiro lugar na América Latina em 2014 com 20 doadores por cada milhão de pessoas, seguido por Brasil (13,4), Argentina (13,3), Cuba (11) e Panamá (7,2), segundo o último relatório divulgado pela Organização Nacional de Transplantes da Espanha com dados de todos os países da região.

Além disso, o país ocupou em 2014 o segundo lugar em quantidade de transplantes por cada milhão de pessoas, com 49,1 transplantados por cada milhão de habitantes, superado apenas pela Costa Rica (50), segundo o mesmo relatório.

No total, estima-se que no Uruguai vivam 3 mil pessoas transplantadas, e a cada ano 600 uruguaios “se beneficiam com uma alternativa terapêutica que depende de um órgão ou de um tecido solidariamente doado pela cidadania”, disse a diretora do INDT.

O órgão “numericamente mais importante” é o rim, com entre 130 e 140 intervenções por ano, com um total de 2 mil pacientes que se beneficiaram de um transplante desde que esta operação começou a ser realizada no Uruguai.

Bengoechea destacou a importância deste tipo de transplante não só na melhora da qualidade de vida dos pacientes que de outra maneira dependeriam de tratamentos como a hemodiálise ou a diálise peritoneal, mas também em termos de custos para a saúde pública.

Desta maneira, embora as pessoas que sofrem de insuficiência renal crônica possam sobreviver graças à existência de outros tratamentos alternativos, o transplante “muda muito a qualidade de vida (do paciente), e o país economiza muito dinheiro”, acrescentou.

O Uruguai mudou sua legislação em matéria de transplantes em 2012 com a entrada em vigor de uma lei que estabelece o modelo de “suposto doador”, que estabelece que todos os habitantes do país são doadores de órgãos a menos que tenham expressado em vida sua recusa.

Desde então, “a sociedade uruguaia respondeu muito bem” à mudança da lei anterior, de 1971, que instaurava um modelo de “consentimento expresso”, pelo qual a pessoa deveria se declarar doadora em vida ou se sua família concordasse depois do falecimento.

“Pouca gente se mobilizou para expressar sua recusa à doação”, disse Bengoechea.

No entanto, o país ainda tem um “déficit” entre “a necessidade assistencial e o que se consegue transplantar”, como “em qualquer lugar do mundo”, com 1,2 mil pessoas na lista de espera para receber um órgão, explicou.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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