TECNOLOGIA MÉDICA

Uruguai fomenta programa “ECHO” de tele assistência médica para zonas rurais

O programa serve para formar a médicos gerais, de atendimento primário ou de família no diagnóstico e tratamento de doenças complexas em zonas rurais ou que se encontram isoladas dos grandes núcleos urbanos.

  • mas infoDiretor do projeto ECHO Uruguai, Henry Cohen, durante a apresentação do projeto em Montevidéu. Foto: EFE/Hugo OrtuñoDiretor do  projeto ECHO Uruguai, Henry Cohen, durante a apresentação do projeto em Montevidéu. Foto: EFE/Hugo OrtuñoDiretor do projeto ECHO Uruguai, Henry Cohen, durante a apresentação do projeto em Montevidéu. Foto: EFE/Hugo Ortuño
Diretor do  projeto ECHO Uruguai, Henry Cohen, durante a apresentação do projeto em Montevidéu. Foto: EFE/Hugo Ortuño

O doutor Henry Cohen, encarregado do programa de tele assistência médica “ECHO” (Extension for Community Healthcare Outcomes, sigla em inglês) no Uruguai, realizou esta semana em Montevidéu uma apresentação do projeto para representantes de várias embaixadas no país.

Através de videoconferências, o programa ECHO serve para formar a médicos gerais, de atendimento primário ou de família no diagnóstico e tratamento de doenças complexas em zonas rurais ou que se encontram isoladas dos grandes núcleos urbanos, onde costumam concentrar-se os especialistas médicos.

“O objetivo é aproximar das zonas rurais, isoladas ou menos favorecidas os conhecimentos médicos e de diagnóstico de doenças complexas. Com isto se almeja reduzir os custos para os cidadãos e também se ganha em efetividade”, assegurou Cohen a Efe.

Para poder fazer parte deste projeto, os médicos só necessitam de um computador, tablet ou telefone celular conectado a internet para poder falar com os médicos especialistas e a permissão assinada do paciente para poder discutir seu caso com outros profissionais sem revelar a identidade do mesmo.

A implantação do programa ECHO no Uruguai, primeiro país da América Latina a implantá-lo, começou em 2011 mas foi só em setembro 2014 quando começou a operar.

Atualmente, o país sul-americano possui seis “clínicas ECHO”, ou seja, abordam seis especialidades médicas, e a partir deste mês incluirão uma sétima, voltada para o câncer cervical.

As outras seis são: anemias e doenças hematológicas frequentes, cuidados paliativos, autismo, insuficiência cardíaca, hepatite C e HIV/aids.

Para ser incluídas como “clínicas ECHO” as doenças têm que ser comuns, crônicas, que se produzam com certa assiduidade em uma determinada zona e que existam tratamentos disponíveis para turbá-la.

O programa se aplica atualmente em lugares como a Irlanda do Norte, Canadá, Índia e Argentina e na apresentação de hoje em Montevidéu estiveram presentes representantes das embaixadas no Uruguai de países como o Paraguai, Chile, Peru, Estados Unidos, Equador, México, Guatemala e Costa Rica.

Este programa nasceu em 2003 pelas mãos do professor de medicina da Universidade do Novo México Sanjeev Arora, de origem indiana mas radicado nos Estados Unidos, quem concebeu o projeto ao perceber das necessidades de conhecimentos médicos especializados nas zonas mais desfavorecidas e afastadas.

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