Câncer de Mama

Universidade mexicana cria sensor para detectar câncer de mama com saliva

Nanobiosensor para o diagnóstico antecipado de câncer de mama funciona a partir de um papel cromatográfico e uma amostra de saliva, informou o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt).

  • mas infoHAN01 HANOVER (ALEMANIA) 29/7/2009.- Una trabajadora del Instituto de Virología de la Escuela Médica de Hanover (Alemania) examina pruebas de saliva contaminada con el virus de la gripe H1N1, hoy, 29 de julio de 2009. El virus de la gripe H1N1 continúa expandiéndose por Baja Sajonia y el número de personas afectadas alcanza ya la cifra de 1.072. EFE/Jochen LuebkeFoto: EFE/Jochen LuebkeFoto: EFE/Jochen Luebke
Foto: EFE/Jochen Luebke

Pesquisadores da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) do México desenvolveram um nanobiosensor para o diagnóstico antecipado de câncer de mama por meio de um papel cromatográfico e uma amostra de saliva, informou nesta semana o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt).

Ximena Estefanía Olvera Rocha, bolsista de mestrado em Engenharia Biomédica do Conacyt, desenvolveu como projeto de tese a pesquisa intitulada “Dispositivo analítico em papel, baseado em um sensor químico enzimático óptico para a detecção antecipada de câncer de mama e monitoração de estado pós-operatório”.

Nikola Batina, pesquisador do Laboratório de Nanotecnologia e Engenharia Molecular da UAM, que assessorou Olvera em seu projeto junto com o professor Miguel Cadena, explicou que escolheram a saliva porque sua retirada não machuca o paciente, não é invasiva e é mais fácil de obter.

“Além disso, é possível encontrar o marcador específico na saliva”, disse o doutor em Química pela Universidade de Zagreb, Croácia, citado em comunicado do Conacyt.

Batina comentou que uma das fases mais difíceis da pesquisa foi o design do sensor.

“Foi difícil encontrar o procedimento para gerar um padrão em um design tridimensional dentro do papel, que permitisse o fluido autônomo e uniforme da saliva para determinar se o paciente tem ou não câncer”, detalhou.

“Queríamos um nanobiosensor que a pessoa possa usar a cada seis meses para estar tranquila. Uma gota de saliva pode ser a diferença entre dormir tranquilo ou não”, acrescentou.

Uma das maiores vantagens potenciais deste dispositivo é que o teste demora não mais de 10 minutos e pode ser feito em casa.

“Nossa filosofia é que seja acessível. Não são necessários aparatos clínicos especiais, e a resposta ‘sim’ ou ‘não’ com base na cor que aparecer”, explicou.

Batina salientou que este sensor também é crucial para aqueles pacientes em período pós-operatório após um tratamento de metástases, pois permitirá saber se o câncer retornou ou não.

O projeto começará a realizar testes clínicos em pacientes e está protegido sob direitos de propriedade industrial no México, com solicitação de patente.

O Conacyt indicou que o projeto pode constituir-se em uma alternativa aos métodos mais utilizados para a detecção do câncer de mama: a mamografia e o autoexame.

No entanto, o equipamento empregado na mamografia é custoso e, portanto, poucas pessoas podem realizá-lo. No caso do autoexame, é necessária uma educação em saúde para que as pessoas aprendam a realizar o procedimento.

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Publicado em Ciência Médica

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