DIABETES

Universidade de Bruxelas testa nova técnica contra diabetes

A técnica consiste em destruir por aquecimento a mucosa que reveste o duodeno, a parte do intestino delgado que fica depois do estômago e que rodeia o pâncreas, o qual se encarrega de gerar a insulina.

  • mas infoMD21. MADRID, 14/11/09.- Un médico saca una muestra de sangre a un asistente a la celebración del Día Mundial de la Diabetes, que se celebra hoy bajo el lema "Prevención y educación en diabetes". El acto se ha ubicado en la madrileña Plaza de España, donde se ha montado un recinto informativo donde se llevarán a cabo pruebas diagnósticas para la prevención de la diabetes y entrega de información sobre esta patología. EFE/ FERNANDO ALVARADOUniversidade de Bruxelas testa nova técnica contra diabetes
Universidade de Bruxelas testa nova técnica contra diabetes

A Universidade Livre de Bruxelas (ULB) está testando com sucesso uma técnica revolucionária para tratar o diabetes tipo 2, que atinge 90% dos portadores da doença, informou o jornal “Le Soir” nesta quinta-feira.

A nova técnica, baseada em um aparelho desenvolvido pela americana Fractyl, está sendo testado pela equipe de Gastroenterologia do professor Jacques Devière do Hospital Universitário Erasme (ULB), e em um hospital de Roma. A técnica consiste em destruir por aquecimento a mucosa que reveste o duodeno, a parte do intestino delgado que fica depois do estômago e que rodeia o pâncreas, o qual se encarrega de gerar a insulina.

“É importante destruí-la porque as células glandulares mucosas segregam uma variedade de hormônios que terminam produzindo resistência à insulina”, disse o professor.

Isto é possível colocando um balão no duodeno, através de uma sonda introduzida pela boca do paciente, sem a necessidade de cirurgia. O balão separa a mucosa da submucosa mediante a introdução de fluidos fisiológicos entre as duas camadas.

Uma vez separada a mucosa, esta fica exposta em outro balão da mesma sonda a água a 85 graus de 7 a 10 segundos, o que a destrói durante um mês e faz com que a resistência que tinha desenvolvido à insulina e as dificuldades para tratar o açúcar alimentício desapareçam durante um tempo.

As provas iniciais demonstraram que pacientes com níveis de 9,5 de hemoglobina glicosilada passaram a níveis de 7,3 depois de três meses de tratamento. A medição da hemoglobina glicosilada, cujos valores normais devem ficar entre 5% e 6%, é um exame de laboratório muito utilizado para saber se o controle que o paciente realiza sobre a doença foi bom durante os últimos meses.

Segundo o professor, essa ainda não é uma solução definitiva, mas a maior vantagem é a possibilidade de poder passar de um tratamento com remédios a uma operação endoscópica que não requer cirurgia.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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