• HONDURAS SAÚDEHonduras reporta 1º nascimento de bebê com microcefalia associada ao zika
  • (Chamada) SAÚDE ZIKAZika vírus pode permanecer no sêmen mais que o esperado, segundo estudo
  • ZIKA VACINA (Pauta)OMS diz que vacina para zika irá demorar no mínimo 18 meses para ser testada
  • OMS ZIKAOMS recomenda que grávidas adiem viagens para locais com zika
  • OMS ZIKA (Ampliação)OMS: Testes amplos de vacina contra zika só ocorrerão depois de 18 meses
  • (Chamada) OMS ZIKAOMS: Testes amplos de vacina contra zika só ocorrerão depois de 18 meses
  • (Chamada) OMS ZIKAOMS diz que teste de diagnóstico de zika pode estar disponível em semanas
  • AUSTRÁLIA ZIKAAustrália confirma segundo caso de grávida com zika vírus
  • SAÚDE ZIKAAIEA oferece tecnologia à América Latina para detecção antecipada de zika
  • PERU SAÚDEPeru declara emergência em áreas com surto de raiva causada por morcegos
PÓS-PARTO

Uma de cada quatro mães brasileiras sofre de depressão pós-parto

O projeto já tinha permitido conhecer que o Brasil é um dos países com maior porcentagem de partos por cesárea no mundo, uma prática que chega ao 52 % dos nascimentos no país e até o 88 % nos hospitais privados.

Uma de cada quatro mães brasileiras sofre de depressão pós-parto

Uma em cada quatro mulheres que têm filhos no Brasil apresenta sintomas de depressão pós-parto, uma porcentagem superior à média da Organização Mundial da Saúde (OMS) em países de baixa renda, segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada hoje por uma instituição estatal.

Enquanto a porcentagem de mães brasileiras com sintomas de transtornos psicológicos vinculados ao parto no período de entre 6 e 18 meses depois do nascimento do bebê chega aos 26,3 %, em outros países de baixa renda fica nos 19,8 %, segundo o estudo da Fiocruz, maior centro de investigação em saúde da América Latina vinculado ao Ministério da Saúde.

A pesquisa foi coordenada pela especialista Mariza Theme, investigadora da Fiocruz e da Escola Nacional de Saúde Pública, e seus resultados foram publicados na última edição da revista científica internacional Journal of Affective Disorders.

A análise faz parte do projeto Nascer, o maior estudo já realizado no Brasil sobre partos e nascimentos no país.

O projeto já tinha permitido conhecer que o Brasil é um dos países com maior porcentagem de partos por cesárea no mundo, uma prática que chega ao 52 % dos nascimentos no país e até o 88 % nos hospitais privados.

Igualmente identificou que no Brasil ainda persistem práticas dolorosas e desnecessárias nos partos, como a episiotomía e a chamada manobra de Kristeller, o uso de remédios como ocitocina e a baixa frequência no uso de analgesia obstétrica.

A investigadora indicou que a depressão pós-parto pode ter consequências negativas no vínculo entre mãe e bebê, especialmente nos aspectos afetivos e no desenvolvimento da criança.

“A mulher depressiva pelo geral dá de mamar pouco e não completa o calendário de vacinas do bebê. As crianças, por sua parte, têm maior risco de apresentar sob peso e transtornos psicomotores”, disse.

A investigadora entrevistou a 23.896 mulheres no período entre 6 e 18 meses depois do nascimento do bebê, das que um 26,3 % relatou sintomas de depressão pós-parto.

As mulheres também foram entrevistadas sobre o tipo de parto que tiveram para estabelecer se os mais traumáticos, dolorosos e sem analgesia estariam relacionados aos transtornos psicológicos posteriores, mas os pesquisadores não descobriram indícios para estabelecer este vínculo.

Por outro lado, se estabeleceu que os sintomas de depressão pós-parto são mais frequentes entre as mulheres mulatas, de baixa renda, com antecedentes de transtorno mental, com hábitos não saudáveis como o uso excessiva de álcool e que não planejaram a gravidez.

“Os resultados são muito coerentes com o que a literatura internacional demonstra”, admitiu a investigadora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?