HIV

Soropositivos com acesso a tratamento superam os 50% pela primeira vez

Graças ao aumento da cobertura do tratamento, as mortes por aids caíram 32% nos últimos seis anos (1 milhão de mortos em 2016 contra 1,5 milhão em 2010)

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Foto: EPA/BAGUS INDAHONO

Paris, 20 jul (EFE).- O número de soropositivos com acesso a algum tratamento antirretroviral no mundo todo superou em 2016, pela primeira vez desde o início da epidemia, 50%, segundo o relatório apresentado hoje pelo Programa das Nações Unidas para a Luta contra a Aids (Onusida).

No total, 53% das pessoas portadoras do HIV (19,5 milhões) puderam utilizar medicamentos para se tratar contra o vírus, que afeta 36,7 milhões de mulheres e homens em todo o planeta, e que desde a sua identificação em 1981 causou 36 milhões de mortes.

Graças ao aumento da cobertura do tratamento, especialmente na região mais afetada, sul e leste da África, as mortes por aids caíram 32% nos últimos seis anos (1 milhão de mortos em 2016 contra 1,5 milhão em 2010).

Os bons resultados mundiais se devem à solidariedade “global e compartilhada” entre os países, mas escondem grandes desigualdades regionais e demográficas, advertiu a Onusida.

Na África ocidental e central, por exemplo, o acesso aos tratamentos antirretrovirais está, com uma percentagem de 35%, “muito abaixo da “média mundial.

A instituição acrescentou que a queda no número de infecções anuais, que passou de 1,9 milhão em 2010 para 1,8 milhão em 2016, é “excessivamente lenta”, mas mesmo assim uma boa notícia.

Os dados também mostram que os avanços no tratamento afetaram em menor medida os homens, os jovens e a população-chave – profissionais do sexo, consumidores de drogas injetáveis, presos, transexuais e homossexuais, e seus parceiros.

O diretor executivo da Onusida, Michel Sibidé, advertiu além disso que o orçamento destinado à luta contra o HIV estagnou nos últimos anos, ficando longe dos US$ 26 bilhões necessários até 2020.
A organização considera apesar de tudo que o progresso obtido desde o lançamento em 2014 da estratégia “90-90-90” para erradicar a epidemia em 2030 é “notável” e que o cumprimento desta meta é “factível”.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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