CÂNCER

Sistema permitirá acesso rápido a remédios contra o câncer na Argentina

Segundo números do Instituto Nacional do Câncer da Argentina entre o 60 e 70% dos pacientes com essa doença são diagnosticados em períodos tardios.

  • Osvaldo de La Fuente. EFE/David FernándezOsvaldo de La Fuente. EFE/David Fernández
Osvaldo de La Fuente. EFE/David Fernández

Os pacientes com câncer na Argentina terão à mão em menos de um dia os medicamentos necessários para o seu tratamento graças às mudanças que a farmacêutica Roche implementará no seu sistema logístico, disse em entrevista a Efe Osvaldo da Fonte, gerente geral da Roche a Argentina.

“Existe uma melhora nas barreiras de acesso e vamos conseguir que qualquer paciente que requeira um medicamento possa tê-lo em qualquer parte do país 24 horas “, explicou o representante da Roche.

De la Fuente participa de um fórum de especialistas reunidos em Buenos Aires para debater os desafios para o controle do câncer na América Latina.

Tal melhora contou com um investimento total de 24 milhões de dólares. Para que o novo esquema funcionasse foi necessário construir um “depósito modelo”, já que “o medicamento oncológico é muito delicado, porque requer uma cadeia com uma série de cuidados “, comentou De la Fuente.

A companhia na Argentina – acrescentou – investiu na última década mais de 99 milhões de dólares em pesquisa clínica.

Segundo dados do Banco Mundial, apenas 5% do PIB é investido em saúde no país sul-americano.

“Se se compara tal número com o que investem os países desenvolvidos, a comparação é bastante desfavorável”, explica o executivo do gigante farmacêutico.

De la Fuente comenta que, da mesma forma que no resto da América Latina, na Argentina não existe grande preocupação entre a população por tomar medidas para prevenir a doença. Outro desafio é combater a consulta tardia, já que alguns pacientes não associam certos sintomas com o câncer.

Segundo números do Instituto Nacional do Câncer da Argentina entre o 60 e 70% dos pacientes com essa doença são diagnosticados em períodos tardios.

De la Fuente afirma que com esse panorama ” as possibilidades de realizar um tratamento adequado diminuem em forma drástica”.

A consulta tardia incide em que se derive tarde aos pacientes e além do acesso à inovação ” é extremamente dificultoso, mas nulo” no país.

O sistema de saúde na Argentina apresenta disparidades quanto a recursos, infraestrutura e se caracteriza por estar altamente fragmentado, alerta.

O sistema privado de saúde atinge 10% da população. Também há uma contagem de 54% das pessoas que são atendidas através das chamadas “obras sociais”, das quais existem mais de 300 e cada uma oferece às seus afiliados, coberturas diferentes.

“É gerado neste sistema uma burocracia que às vezes o paciente não sabe como manusear: não é fácil obter horas com o oncologista”, entre outros contratempos, explica o gerente geral da farmacêutica.

Para os outros 36% da população argentina, o atendimento é feito através do sistema público de saúde, onde “existem carências” e é considerado “mais difícil”.

Também se anunciou que a farmacêutica iniciará em conjunto com a Academia Nacional de Medicina e o Ministério da Saúde da Argentina um concurso de iniciativas para impulsionar a inovação no câncer dirigido a estudantes.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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