Dengue

São Paulo declara guerra ao mosquito da dengue

Uniformizados e armados com muito repelente, 50 soldados do exército patrulham a cidade de São Paulo para combater o inimigo: o mosquito da dengue, que já infectou 460 mil pessoas este ano no país.

  • mas infoBRA58. SAO PAULO (BRASIL), 24/04/2015.- Un agente municipal de salud extrae una larva del mosquito Aedes aegypt que transmite el Dengue hoy, viernes 24 de abril de 2015, durante una inspección a una residencia, en la zona norte de ciudad de Sao Paulo (Brasil). Uniformados y con mucho repelente, cincuenta soldados del Ejército patrullan por la mayor ciudad del Brasil para combatir al enemigo: el mosquito del dengue, responsable de enfermar a 460.500 personas en lo que va de año en el país. La presencia de los soldados y cabos, emparejados con un agente sanitario cada uno, sirve para infundir confianza a la población durante las tareas de vigilancia y concienciación que el gobierno del municipio de Sao Paulo lleva a cabo para combatir la epidemia. EFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

A presença de soldados e cabos, acompanhados de um agente sanitário cada, serve para dar confiança à população durante as tarefas de vigilância e conscientização que a prefeitura de São Paulo realiza para combater a epidemia.

“A prefeitura nos convocou porque nem todas as pessoas abrem as portas de sua casa aos agentes de saúde”, explicou à Agência Efe o coronel Ricardo Carmona, porta-voz do exército.

A Prefeitura paulistana pediu ajuda ao exército para eliminar os focos de reprodução do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença, diante do aumento de casos na região metropolitana, que passaram de 3.183 no primeiro trimestre de 2014 para 8.063 no mesmo período de 2015, segundo dados do Ministério de Saúde.

Com mapa na mão, militar e agente visitam as casas, checando se não há água parada, aniquilando as larvas e informando os moradores sobre as medidas que devem ser tomadas para evitar os focos do inseto.

O procedimento realizado pelo comando do sudeste do exército brasileiro inclui a distribuição de informação oficial sobre higiene.

A ação, que durará um mês, começou pelo bairro de Limão, na zona norte da cidade, uma das mais afetadas pela epidemia e onde, logo após começarem a ronda, encontraram um morador com dengue e outra residente que, sem saber, tinha um criadouro do mosquito no jardim.

“Qualquer recipiente que acumule água limpa e parada pode ser um criadouro de mosquitos”, explicou à Efe o coordenador do Programa de Controle da dengue da Prefeitura, Alessandro Giancola.

Por isso, concluiu, “é importante eliminar esse água pelo menos três vezes por semana”.

Os dados oficiais apontam que o número de mortes em consequência de dengue no Brasil aumentou 29% no primeiro trimestre deste ano, 132, em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar do aumento em relação a 2014, os números deste ano são mais otimistas que os registrados em 2013, quando foram confirmados 730.800 casos, 37% a mais que nos primeiros três meses de 2015.

Epidemia recorde

Divulgado neste final de semana, o boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual -órgão que tabula os resultados-, o número de casos confirmados de dengue no Estado de São Paulo, até o dia 22 de abril, já é o maior registrado na série histórica, documentada desde o ano 1986.

Ao todo, foram registradas até a data, 222.044 vítimas da doença em 645 municípios do estado. Em 2013, data do último pico de casos, 209.052 pessoas se infectaram em todo o Estado, já em 2014, este número havia se reduzido para 204.236.

O que é levado em conta nesta situação epidêmica não é somente o recorde de casos batido este ano em São Paulo, afinal, são mais de 300 casos por 100 mil habitantes, mas sim o número de mortes confirmadas, ao menos 125 em todo o estado, somente 16 menos que em todo o ano de 2010.

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