Sanofi Pasteur espera sinal verde para distribuir vacina contra a dengue

Na América, o número de casos de dengue passou de 517.00 em 2003 a 2,3 milhões em 2013.

  • mas infoBRA58. SAO PAULO (BRASIL), 24/04/2015.- Un agente municipal de salud extrae una larva del mosquito Aedes aegypt que transmite el Dengue hoy, viernes 24 de abril de 2015, durante una inspección a una residencia, en la zona norte de ciudad de Sao Paulo (Brasil). Uniformados y con mucho repelente, cincuenta soldados del Ejército patrullan por la mayor ciudad del Brasil para combatir al enemigo: el mosquito del dengue, responsable de enfermar a 460.500 personas en lo que va de año en el país. La presencia de los soldados y cabos, emparejados con un agente sanitario cada uno, sirve para infundir confianza a la población durante las tareas de vigilancia y concienciación que el gobierno del municipio de Sao Paulo lleva a cabo para combatir la epidemia. EFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

A empresa Sanofi Pasteur está na disputa para distribuir a primeira vacina contra a dengue após pesquisa que demonstrou eficácia em provas clínicas perante os quatro tipos da doença restando apenas autorização das autoridades sanitárias, afirmou hoje o diretor-executivo da empresa, Olivier Charmeli.

Em entrevista à Efe na Cidade do México, Charmeli indicou que a empresa farmacêutica, com sede em Lyon, França, submeteu em princípios de 2015 os resultados das provas clínicas às autoridades de seis nações na América Latina e Ásia, “e o objetivo é fazê-lo em 20 países até o final do ano”.

“Isso significa que até o final do ano poderemos ter solicitações em países que representam uma população de mais de um bilhão de pessoas”, expôs o executivo ao destacar que os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que potencialmente a dengue é endêmica em países com uma população conjunta de três a quatro bilhões no mundo todo.

Acrescentou ainda que a companhia espera obter as licenças necessárias nos próximos meses.

Charmeli ressalta que a Sanofi Pasteur tomou a decisão ainda em 2009 de construir uma instalação em Neuville, França, com um investimento de 300 milhões de euros com o intuito de produzir a vacina.

“Hoje em dia nossas instalações estão prontas e enquanto falamos temos mais de 50 milhões de doses que foram produzidas – e teremos 80 milhões para até o final do ano”, comemora o executivo.

Uma vez que a companhia obtenha as licenças nação por nação, terá disponíveis as doses necessárias “porque sabemos da carga que representa a doença e queremos estar prontos nos países endêmicos”, comentou.

O também presidente da empresa disse que o objetivo é ser “parte da solução” para cumprir os objetivos da OMS de reduzir a mortalidade da dengue em 50 % e a morbidade em 25 % até 2020.

Destaca também  que no programa global de desenvolvimento 40 mil indivíduos receberam dose da vacina com “significativas provas clínicas no México”, o único país da América Latina e um dos dois no mundo todo, junto com as Filipinas, que participou dos três períodos do processo iniciado em 2004.

Por isso, assinala Charmeli, as autoridades sanitárias do país têm um bom entendimento do potencial da vacina, o que permitiria aplanar o caminho para sua distribuição.

Uma vez que se obtenha a autorização, “o programa de imunização será discutido com a Secretaria de Saúde e esperamos que a maior parte do mercado seja o setor público, mas também esperamos ter um mercado privado”, lembra.

Por outro lado, Guillaume LeRoy, chefe global da Unidade de Negócios da Vacina contra a Dengue da Sanofi Pasteur, lembra que nos 20 anos de desenvolvimento da vacina o primeiro passo foi encontrar a tecnologia para produzir os anticorpos que suscitassem uma resposta imune perante os quatro sorotipos da dengue.

“Depois entramos nas fases clínicas, e tínhamos que fazê-lo nos países endêmicos para testar a vacina no mundo real”, explica LeRoy.

Os testes clínicos foram concluídos no ano passado e neles “pela primeira vez na história, obtivemos os resultados que mostraram eficácia em cada um dos sorotipos e em reduzir o risco de hospitalização em mais do 80 %, e o de casos severos em mais de 93 %”, detalha o executivo.

Sanofi Pasteur anunciou em setembro passado os resultados da terceira e última fase das provas clínicas em cinco países da América Latina (Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico), que demonstraram uma eficácia geral de 60,8 % na prevenção da dengue em crianças e adolescentes.

Esses resultados foram consistentes como os obtidos na Ásia (Filipinas, Vietnã, Malásia, Indonésia e Tailândia).

Segundo dados da OMS, nos últimos 50 anos a dengue se propagou de nove a mais de uma centena de países e sua incidência mundial aumentou 30 vezes, convertendo-se na doença viral de mais rápida propagação.

Na América, o número de casos passou de 517.00 em 2003 a 2,3 milhões em 2013.

Segundo os cálculos da Federação Internacional da Cruz Vermelha, o impacto econômico da dengue na América chega a 2.100 milhões de dólares anualmente.

Atualmente não há tratamento específico contra a dengue, doença produzida por um vírus e transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cujos sintomas incluem febre, enxaquecas, dor muscular e de articulações, e brotoeja.

Dos aproximadamente 220 milhões de pessoas infectadas anualmente, dois milhões, principalmente crianças, desenvolvem a variedade hemorrágica, que pode ser fatal.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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