DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Quatro em dez brasileiros têm problemas respiratórios, afirma Ibope

Em estudo apresentado pelo Ibope esta semana em São Paulo, 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma e bronquite.

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Pequenos incômodos na respiração, como falta de ar, coriza e tosse já se tornaram comuns na vida dos brasileiros. Em estudo apresentado pelo Ibope esta semana em São Paulo, 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma e bronquite.

“As estatísticas apontam que cerca de 20 milhões de pessoas têm asma no país, enquanto a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), consequência do tabagismo, é reconhecida como a 4ª causa de morte no mundo, atingindo 7 milhões de pessoas só no Brasil”, afirmou um porta-voz da farmacêutica Boehringer Ingelheim, quem encomendou a pesquisa.

O professor de pneumologia da Unifesp, Clystenes Soares, explicou a diferença que existe entre os resultados de acordo com cada região brasileira:

“Quando comparamos os dados por região, a maior prevalência de sintomas respiratórios, 65%, se dá nos estados do Sul do Brasil, enquanto apenas 34% da população da Região Norte e Centro-Oeste mencionaram alguma das doenças”, disse Soares.

O especialista sugeriu que essa discrepância sobre a presença de sintomas respiratórios entre as regiões do Brasil pode ser devido às diferenças climáticas típicas do país, em que regiões Norte e Centro-Oeste “quase não vivenciam um inverno propriamente dito”.

“Afinal, temperaturas mais baixas associadas com baixa umidade relativa do ar são consideradas um risco para o funcionamento adequado das vias aéreas e do aparelho respiratório”, destacou Soares.

Homem e mulher

A pesquisa evidenciou que há diferença entre os sintomas respiratórios quando levado em conta os sexos dos entrevistados: 39% dos homens e 46% das mulheres responderam ter tido a saúde afetada por este tipo de doença.

“Essa prevalência maior entre mulheres adultas corresponde aos dados publicados em estudos já bem conhecidos pelos médicos. Em um grande estudo da OMS, por exemplo, realizado em nove países em desenvolvimento, estimou-se que 50-60% dos indivíduos que procuraram as UBS (Unidades Básicas de Saúde) eram mulheres. Portanto, é importante que a população feminina esteja atenta às alternativas de controle e tratamento de doenças respiratórias”, explicou o médico.

Asma grave

De acordo com a Iniciativa Global contra a Asma (GINA), os pacientes são sintomáticos se pelo menos uma vez nas últimas quatro semanas apresentarem: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno, uso de medicamentos de resgate mais de duas vezes por semana ou se a asma estiver limitando as suas atividades cotidianas.

“Os sintomas prolongados são indicadores de que a asma não está controlada e podem, assim, comprometer significativamente a vida diária dos pacientes, conforme mostrou a pesquisa”, ressaltou o porta-voz da farmacêutica.

Mais sobre a Asma no Brasil

  • A asma é a quarta causa de internações segundo a SBPT
  • Os gastos com asma grave consomem quase 25% da renda familiar dos pacientes da classe menos favorecida (recomendação da OMS × 5% da renda).
  • Custo com internações no SUS: R$ 96 milhões.
  • O custo direto e indireto total dos pacientes com asma grave: R$181.652,94/ano, R$ 2.838,33/ano/paciente.
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Publicado em Doenças e Tratamentos

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