MUDANÇA CLIMÁTICA

Propagação de doenças mostra como mudança climática ameaça o planeta

O representante do órgão, concedeu entrevista à Agência Efe por telefone. Ele participará a partir de amanhã da apresentação do quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Copenhague, na Dinamarca.

  • mas infoGRA015. MADRID, 01/11/2014.- Fotografía facilitada por el Programa de la ONU para el Medio Ambiente (PNUMA), del director ejecutivo de su Consejo de Administración, Achim Steiner, quien en una entrevista telefónica con Efe en San Juan de Puerto Rico ha advertido de que "el cambio climático afecta las temperaturas y las condiciones climáticas de las regiones por lo que, por ejemplo, en África, los mosquitos pueden propagarse de una región a otra con más facilidad que antes, al igual como ocurre en Latinoamérica". Enfermedades infecciosas como la malaria, el chikunguña e incluso el ébola y su rápida propagación en los últimos años son un ejemplo más de cómo el cambio climático amenaza a la seguridad sanitaria mundial. EFE/ ***SÓLO USO EDITORIAL***Propagação de doenças mostra como mudança climática ameaça o planeta
Propagação de doenças mostra como mudança climática ameaça o planeta

Doenças infecciosas como malária, chicungunha e até mesmo ebola, com sua rápida propagação nos últimos anos, são exemplos de como a mudança climática está ameaçando a humanidade.

“A mudança climática afeta as temperaturas e as condições meteorológicas das regiões, por isso, na África, por exemplo, os mosquitos podem se propagare de uma região a outra com mais facilidade do que antes, assim como ocorre na América Latina”, disse neste sábado, o diretor-executivo do Conselho de Administração do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner.

O representante do órgão, concedeu entrevista à Agência Efe por telefone. Ele participará a partir de amanhã da apresentação do quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Copenhague, na Dinamarca.

“Em muitas partes do mundo se verá, sem dúvidas, o retorno ou a chegada de doenças que não tinham sido reportadas antes, devido as altas temperaturas que estão sendo registradas”, alertou Steiner.

Na opinião do especialista, isto “acrescentará um estresse adicional à infraestrutura sanitária, o sistema de saúde e, em última instância, à saúde e o bem-estar de cada uma das regiões do planeta”.

Por isso, a comunidade científica ambiental está estreitando laços com organismos de porte global.

“Minha colega Margaret Chan – diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) – organizou há alguns meses uma reunião em Genebra para discutir a mudança climática”, revelou.

“Sua conclusão foi que o tratado climático, a ser assinado em Paris, também será um acordo pela saúde global, porque claramente há uma conexão muito direta entre as mudanças ambientais que surgem do aquecimento global e as grandes ameaças à saúde”.

Outro efeito na saúde da mudança climática, de acordo com Steiner, é a poluição.

“A emissão de dióxido de carbono e outros poluentes provoca, atualmente, que aproximadamente sete milhões de pessoas morram prematuramente a cada ano no mundo. Esse número é maior que o número de mortes prematuras por aids e malária”, disse o representante da PNUMA.

“Necessitamos, primeiramente, entender cientificamente como esta relação (entre mudança climática e as doenças) ocorre, para depois avaliar seu impacto e, por último, executar as políticas necessárias para criar uma resposta”, explicou.

Steiner citou o Brasil como um dos exemplos na luta pela redução da emissão de gases do efeito estudo.

“O Brasil contribuiu enormemente, ao reduzir o desmatamento, o que talvez seja um dos passos mais importantes”, disse.

“Em geral, em 2014 todos os países já estão interessados em atuar ante a ameaça da mudança climática, fazendo o que podem, conscientes dos recursos que têm à disposição e contando que haja um um acordo climático internacional e fundos procedentes de energia verde, que os ajudem a se adequar mais rápido”, acrescentou.

Em dezembro, acontecerá em Lima, no Peru, a Cúpula da Mudança Climática das Nações Unidas, onde está previsto acordo em uma minuta que sirva de referência para a Conferência Mundial sobre a Mudança Climática, no ano que vem em Paris.

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