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Profilaxia auxilia na qualidade de vida de portadores de hemofilia, afirma federação

Prevenção realizada em casa aumenta em 80% a qualidade de vida dos pacientes, além de inibição da dor e limitação física

  • Foto: Wikimedia CommonsFoto: Wikimedia Commons
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A profilaxia é um tratamento domiciliar que consiste na aplicação do concentrado que contribui para a  coagulação em pacientes hemofílicos com uma frequência que varia entre 1 a 3 vezes por semana, e tem o propósito de reduzir o número de hemartroses, sangramento interno da articulação e hemorragias, e foi implementado pelo Ministério da Saúde para sua disponibilizado gratuita pelo SUS.

A Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), é a instituição responsável pelo auxílio a pessoas portadoras de hemofilia, e as orienta sobre como ter qualidade de vida.

“A profilaxia é a única forma das pessoas com hemofilia terem suas articulações preservadas e exercerem a cidadania com independência e autonomia e serem inseridas na sociedade com as oportunidades de qualquer cidadão brasileiro”, afirmou a presidenta da FBH, Mariana Battazza Freire.

Para os membros da federação, o tratamento muda a realidade dos pacientes com hemofilia, pois deixam de fazer a aplicação apenas quando há hemorragias que podem ser externas e internas o que, dependendo da intensidade, causam sequelas ou até mesmo a morte.

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o procedimento é “padrão em países como Estados Unidos, Canadá e Dinamarca, Argentina e Venezuela”, afirmou a FBH .

Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União e a Federação Mundial de Hemofilia, a relação de consumo de fator de coagulação, versus a qualidade de vida comprova que é necessário ter 3UIs -Unidade Internacional é uma grandeza utilizada para medir substâncias que não podem ser medidas em gramas ou mililitros utilizados em outros componentes- de fator de coagulação per capita para o paciente obter independência funcional.

Ainda de acordo com a presidenta, “é inadmissível que com os avanços alcançados junto ao Ministério da Saúde (MS), metade da população com hemofilia ainda não receba o tratamento adequado ou preventivo, já que a utilização está pela metade da oferta do MS”.

Hemo… o quê?

  • A hemofilia é uma disfunção crônica, genética, não contagiosa, sendo que 1/3 dos casos, ocorrem por mutação genética e 2/3 por hereditariedade. Existem dois tipos, que podem ser classificados entre leve, moderada e grave.
  • A hemofilia A é a mais comum e representa 80% dos casos, ocorre devido a deficiência do Fator VIII (FVIII).
  • A hemofilia B ocorre pela deficiência do Fator IX (FIX).

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