BEM ESTAR

Produtores de refrigerantes focam em outros tipos de bebidas para público infantil

A principal mudança é que as empresas venderão às escolas com maioria de crianças até 12 anos apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas

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Refri, agora, fra da escola?

As três maiores empresas de refrigerantes do mundo anunciaram uma mudança de estratégia para o público infantil. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil decidiram ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas das escolas de todo o país.
A principal mudança é que as empresas venderão às escolas com maioria de crianças até 12 anos apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos para essa faixa etária.
Essas empresas chegaram à conclusão que crianças não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo, e que uma forma de auxiliar os pais a manter a alimentação das crianças mais saudável, especialmente quando elas estão sem supervisão, como na hora do recreio, é restringir a oferta de bebidas a produtos mais saudáveis.

UM POUCO MAIS SAUDÁVEL

A decisão, apesar de ser considerada um começo pela nutricionista Elisa Berkenbrock, já que segundo ela, “apesar de estas empresas estarem começando a modificar a formulação para deixar esses tipos de bebida mais saudáveis, ainda são ricas em açúcares e conservantes”.
Para Elisa, o alimento ideal para as crianças na hora do recreio é fruta. Ela ainda destacou que o excesso de açúcar das bebidas industrializadas, desregula hormônios extremamente importantes para o controle da mecanismo “fome-saciedade”, estimula o pâncreas a produzir mais insulina do que deveria, aumenta os níveis de triglicerídeos e colesterol no sangue, desequilibra a flora intestinal. Tudo isso leva ao diabetes, à obesidade, e às doenças cardiovasculares.
“Ainda, já se sabe que o açúcar age no sistema nervoso central, provocando ansiedade, agitação e dificuldade de concentração, o que para uma criança em fase escolar é muito prejudicial”, alertou.

DISTRIBUIÇÃO

A mudança de portifólio de bebidas das empresas valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores.
Já as que compram em outros pontos de venda, como supermercados e redes atacadistas, as companhias farão uma ação para sensibilizar comerciantes e escolas a oferecer outro tipo de produto que não refrigerantes.
Segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Supermercados, de 2014, o consumo médio per capita de refrigerante do brasileiro é de 90 litros ao ano, pouco se comparado aos 160 dos Estados Unidos. E a venda do produto no Brasil em 2015 caiu 3,1%.

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Publicado em Saúde e Bem-estar

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