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Primeiro de dezembro: Dia Mundial de Combate à Aids

Segundo informações do Conselho Nacional de Saúde (CNS), a data serve para “reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids”.

  • Balões vermelhos se espalharam pelos céus de São Paulo na comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Aids. EFEBalões vermelhos se espalharam pelos céus de São Paulo na comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Aids. EFE
Balões vermelhos se espalharam pelos céus de São Paulo na comemoração do Dia Mundial de Luta contra a Aids. EFE

Se você acordou hoje sem entender o porquê das fitas vermelhas, os mais de 40 mil balões da mesma cor voando pela cidade, ou porque todo mundo está falando da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, pois bem, hoje, 1º de dezembro é considerado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, e é assim desde uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, que contou com o apoio da ONU.

Segundo informações do Conselho Nacional de Saúde (CNS), a data serve para “reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids”.

Ainda de acordo com o CNS, o preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids ainda são as maiores barreiras no combate à epidemia que atingiu, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda em 2012, mais de 33 milhões de pessoas que conviviam com o vírus do HIV.

Há 18 anos, o SUS garante acesso universal a todos os medicamentos necessários para o combate ao vírus HIV, além de exames e acompanhamento médico, que beneficiam 217 mil brasileiros e, além disso, o SUS oferece tratamento antirretroviral a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids.

O Ministério da Saúde disponibiliza 20 antirretrovirais, que representam investimentos de R$ 850 milhões por ano na aquisição dos medicamentos e desses 20, oito são objeto de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo.

Essa forma de produção é decorrente de acordos firmados pelo Ministério da Saúde com laboratórios privados para que os mesmos se comprometam a transferir aos laboratórios públicos brasileiros, que são hoje 17, a tecnologia para a produção de certos medicamentos -como os antirretrovirais- dentro do prazo de cinco anos.

Para tirar suas dúvidas…

O que é Aids?

Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunísticas e câncer.

Como o vírus é transmitido?

O vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno e tanto as relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis além de alguns tipos de hepatite.

O compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis, a transfusão de sangue contaminado e instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados apresentam risco de contaminação.

Qual é seu tratamento?

Atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunísticas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. (Os anti-retrovirais são medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV).

E o mais importante, como lembra o CNS: “A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo”.

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Publicado em Saúde sexual

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