PRESSÃO ALTA

Pressão alta em mulheres entre 40 e 49 anos pode gerar demência, diz pesquisa

Todos os participantes tiveram um primeiro registro de pressão sanguínea entre 1964 e 1973, quando tinham 33 anos, e o repetiram quando atingiram 44 anos.

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Pressão alta em mulheres entre 40 e 49 anos pode gerar demência, diz pesquisa

As mulheres com pressão alta entre 40 e 49 anos de idade têm 73% de chances a mais de desenvolver demência do que aquelas com pressão arterial normal entre essas idades, assegura um relatório apresentado nesta quarta-feira na revista científica “American Academy of Neurology”.

O relatório, dirigido por Rachel Whitmer, da divisão de pesquisa do seguro médico Kaiser Permanente, acompanhou 7.238 pessoas que faziam parte do sistema de saúde da entidade no norte da Califórnia na década de 60.

“A pressão alta na meia idade é um conhecido fator de demência, mas estes resultados podem nos ajudar a entender melhor quando começa esta associação, como as mudanças na pressão sanguínea afetam o risco de demência e qual é a diferença entre homens e mulheres”, comentou Whitmer.

Todos os participantes tiveram um primeiro registro de pressão sanguínea entre 1964 e 1973, quando tinham 33 anos, e o repetiram quando atingiram 44 anos.

Cerca de 22% dos participantes apresentavam pressão alta no primeiro registro, 31% eram homens e 14% mulheres.

Quando foi feita o registro das pessoas que estavam com 40 anos de idade, 22% apresentaram pressão alta, ainda que 25% eram homens e 18% mulheres.

Em 1996, os pesquisadores analisaram os resultados de 5.646 participantes que ainda faziam parte do serviço médico e os acompanharam por um período de 15 anos para determinar os que desenvolveriam demência.

Nesse período, 532 pessoas foram diagnosticadas com demência, ainda que não foi encontrada uma relação significativa entre essa doença e a pressão alta aos 30 anos.

No entanto, a pressão alta na meia idade (a partir dos 40 anos) mostrou que as mulheres apresentavam 73% mais riscos de desenvolver demência do que aquelas com pressão normal na mesma idade.

“Mais pesquisas são necessárias para identificar possíveis caminhos específicos para os sexos através dos quais a pressão arterial alta acelera o envelhecimento cerebral”, disse Whitmer.

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