Saúde da Mulher

Plataforma apresenta dados de mortalidade materna na Argentina, Colômbia e México

Fupad anunciou esta semana a criação de uma plataforma com estatísticas sobre mortalidade e um compêndio de políticas e experiências no atendimento a este problema.

  • mas infoBEL01 BRUSELAS (BÉLGICA) 5/5/2011.- Mujeres embarazadas con pintas en sus barrigas durante una protesta contra los índices de mortalidad materna, en el Parlamento Federal, en Bruselas, Bélgica, hoy jueves 5 de mayo de 2011. L para aumentar la conciencia de la discrepancia entre las tasas de mortalidad materna en el mundo desarrollado y el mundo en vías desarrollo. En Bélgica, presuntamente 1 de cada 7.800 mujeres preseta posibilidades de morir por problemas relacionados con el embarazo. La relación en el mundo en vías de desarrollo es de 1 de cada 7. EFE/ERIC LALMANDFoto: EFE/ERIC LALMAND (alterada)Foto: EFE/ERIC LALMAND (alterada)
Foto: EFE/ERIC LALMAND (alterada)

A Fundação Pan-americana para o Desenvolvimento (Fupad) anunciou esta semana a criação de uma plataforma com estatísticas sobre mortalidade materna na Argentina, Colômbia e México, assim como um compêndio de políticas e experiências no atendimento a este problema.

A plataforma, denominada NoMásHuerfanos, procura simplificar a análise desta situação “aos responsáveis políticos e aos executores dos programas orientados à saúde materna e infantil nos países latino-americanos”, segundo um comunicado divulgado pela Fupad em Bogotá.

A Fupad é uma entidade surgida de um acordo de cooperação entre a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o setor privado.

Esta ferramenta conta com um “Painel de dados” que inclui, entre outros, indicadores sobre condições de vida e saúde das mulheres em idade reprodutiva, assim como informação recolhida em uma pesquisa com os observatórios de mortalidade materna nesses países.

“É uma plataforma que permite compartilhar informação sensível de forma singela e clara. Além do dado estatístico, também reflete as condições de vulnerabilidade das mulheres e seus filhos”, assinalou Esther Cuevas, da equipe ‘Maternidade Segura’ do Instituto Nacional de Saúde da Colômbia.

Cuevas considerou que esta é “uma janela que fortalece a visibilidade desta problemática, sensibiliza, informa e qualifica uma melhor tomada de decisões e ações que promovam uma maternidade mais segura para as mulheres”.

A diretora de Programas da Fupad, Caterina Valero, apontou que “o falecimento de uma mulher, que além disso é mãe, deixa um legado de morte e pobreza aos órfãos”.

“Os filhos menores têm duas vezes mais probabilidades de morrer antes de completar os dois anos de idade. Seus outros filhos têm 10 vezes mais probabilidades de deixar a escola e abandonar a educação, feito com que perpetua o círculo da pobreza”, acrescentou.

A Organização Mundial da Saúde define a mortalidade materna como “a morte de uma mulher enquanto está grávida ou dentro dos primeiros 42 dias após terminada a gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou seu atendimento”, segundo o comunicado.

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Publicado em Saúde de Gênero

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