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Pessoas com HIV devem ter acesso a tratamento com anti-retroviral

“Todas as idades e todos os grupos” deveriam ter acesso ao tratamento, diz a OMS

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Pessoas com HIV devem ter acesso a tratamento com anti-retroviral

Todas as pessoas infectadas com o HIV, sem levar em conta a idade, devem ter acesso ao tratamento anti-retroviral o mais rápido possível após serem diagnosticadas, sugeriu na última quarta-feira (30/09) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS revisou sua diretrizes com relação ao tratamento que as pessoas soropositivas devem receber e decidiu “eliminar todas as limitações para a escolha do tratamento anti-retroviral”.

“Todas as idades e todos os grupos”, especifica a organização internacional, deveriam ter acesso ao tratamento.

A organização explica que resultados recentes de testes clínicos demonstram que tratar com anti-retrovirais o paciente assim que a infecção é detectada, faz com que o mesmo se mantenha vivo e mais são, e é reduzido o risco de transmitir o vírus ao companheiro.

Além disso, a OMC também recomenda que todas as pessoas com um risco substancial de contrair o HIV deveriam ter acesso ao tratamento anti-retroviral.

Esta recomendação é baseada em uma diretriz de 2014 da própria OMS, que sugeriu que os homens que mantêm relações com outros homens -estes não têm porque se definir como homossexuais- deveriam usar esta profilaxias pré-exposição (Prep) para evitar o contágio.

“Após as evidências da efetividade da Prep, a organização ampliou sua recomendação de usar anti-retrovirais para outros grupos de população que estejam em risco significativo de contrair o HIV”, especifica o comunicado da organização.

Dito isto, a OMS adverte que o Prep deveria ser um opção adicional a outros sistemas de prevenção como o uso de preservativos e seringuinhas seguras, o acesso a apoio psicosocial e aos sistema de diagnóstico.

Para que estas recomendações possam ser implementadas, os países deverão fazer um esforço adicional para reforçar seus sistemas de diagnóstico precoce e ampliar a capacidade de oferecer tratamento a todos aqueles que necessitem.

Se essas novas recomendações forem levadas em conta, o número de pessoas “elegíveis” para obter tratamento anti-retroviral tende a crescer de os 28 milhões que atualmente tomar o coquetel até 37 milhões de pessoas que convivem com o vírus no mundo.

De fato, a comunidade internacional já tinha fixado o objetivo de poder ampliar a até 90% dos soropositivos o acesso ao tratamento daqui para 2020 com o objetivo final de poder acabar com a epidemia em 2030.

Segundo a Unaids, expandir o tratamento a todas as pessoas soropositivas assim como a ampliação das opções de prevenção pode ajudar a evitar a morte de 21 milhões de pessoas e prevenir 28 milhões de novas infecções para 2030.

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