CÉLULAS TRONCO

Pesquisadores vão enxertar células-tronco em fetos para tratar doenças ósseas

Com o experimento, espera-se que as células-tronco doadas de gestações que não foram concluídas apresentem as instruções corretas para o crescimento ósseo do bebê.

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Pesquisadores vão enxertar células-tronco em fetos para tratar doenças ósseas

Uma equipe de médicos irá experimentar em janeiro de 2016 pela primeira vez um tratamento para injetar células-tronco embrionárias em fetos, a fim de tratar dentro do útero materno uma doença incurável que afeta os ossos, anunciou nesta segunda-feira a emissora “BBC”.

Com este ensaio clínico, a cargo de especialistas do Instituto Karolinska, da Suécia, e do Great Ormond Street Hospital, da Inglaterra, espera-se que as células-tronco embrionárias, capazes de se transformarem em diferentes tecidos, aliviem os sintomas da osteogénese imperfeita, detectada em um de cada 25 mil recém-nascidos.

Lyn Chitty, do hospital londrino, disse à rede britânica que serão realizados testes genéticos capazes de detectar os defeitos que geram esse problema, que até o momento não tem cura.

“Trata-se de uma doença muito grave. Nosso objetivo é ver se no útero, o tratamento com células-tronco pode melhorar a condição e o número de fraturas”, afirmou a especialista.

A osteogénese imperfeita é provocada por erros no DNA do feto. Eles fazem com que o colágeno necessário para conferir aos ossos sua estrutura seja de má qualidade ou inexistente.

Com o experimento, espera-se que as células-tronco doadas de gestações que não foram concluídas apresentem as instruções corretas para o crescimento ósseo do bebê.

A osteogénese imperfeita pode ser fatal em bebês que nascem com fraturas múltiplas, enquanto aqueles que conseguem sobreviver enfrentam uma média de até 15 fraturas por ano, além de outros problemas na dentição, no ouvido e no crescimento. Durante o teste médico, os especialistas injetarão diretamente no feto um tipo de célula-tronco que se transforma em osso, cartilagem e músculos saudáveis.

De acordo com Cecilia Gotherstrom, do Instituto Karolinska, se for possível “reduzir a frequência das fraturas, reforçar o osso e melhorar o crescimento um impacto enorme” seria conseguido.

“Esse é o primeiro teste e, se tiver sucesso, abrirá o caminho para outros tratamentos pré-natais para os pais que não tiverem mais opção”, apontou ela.

A primeira injeção de células embrionárias em fetos será realizada entre 20ª e 34ª semana de gestação.

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