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Pesquisadores localizam gene que favorece resistência ao câncer de próstata

Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença.

  • mas infoMIA51 NUEVA YORK (NY, EEUU), 9/2/2015.- Fotografía sin fecha del oncólogo e investigador Josep Domingo-Domenech, que ha encabezado a un equipo de médicos que ha sido capaz de identificar en Estados Unidos el gen maestro, que controla otros genes, que favorece la resistencia a la quimioterapia del cáncer de próstata. Este descubrimiento es un avance que puede facilitar el desarrollo de tratamientos contra la enfermedad. La revista científica Cancer Cell publica hoy en portada el descubrimiento del equipo del Hospital Monte Sinaí de Nueva York que han identificado el gen maestro GATA2, responsable de la progresión tumoral en el cáncer de próstata. "Hemos encontrado un nuevo tratamiento haciendo toda la disección molecular y viendo que el GATA2 controla una vía de supervivencia que podemos inhibir farmacológicamente", explicó. EFE/SÓLO USO EDITORIAL/NO VENTASFoto: EFEFoto: EFE
Foto: EFE

Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença.

A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene “permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata”, já que ao neutralizar a via pela qual ele atua “permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes”.

“Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente”, explicou.

Tratamento

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações.

Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores – com uma esperança de vida de dois anos – resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista “Câncer Cell”.

“Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia”, apontou o oncologista.

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e “individualizar” o procedimento ao máximo.

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia.

“O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento”, disse.

No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque “há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando” para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

“Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos”, concluiu.

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Publicado em Ciência Médica

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