SAÚDE RESPIRATÓRIA

Pesquisadores italianos alertam para riscos de cigarros eletrônicos

Estudos revelam a presença de substâncias prejudiciais à saúde nos líquidos utilizados na formação da fumaça entre as marcas mais populares de nove países europeus.

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EFE/Angel Diaz

Pesquisadores italianos alertaram nesta semana sobre os potenciais riscos de saúde pelo uso de cigarros eletrônicos os quais eles consideram que não devem ser considerados como uma “alternativa saudável” aos tradicionais.

O alerta é feito a partir de estudos que revelam a presença de substâncias prejudiciais à saúde nos líquidos utilizados na formação da fumaça entre as marcas mais populares de nove países europeus.

Outra preocupação dos cientistas é a que os fumantes que creditam aos cigarros eletrônicos a responsabilidade de contribuir para o abandono deste hábito – hipótese não confirmada pelos estudos, contrariando os apoiadores dos dispositivos.

Na composição dos líquidos utilizados nos cigarros foram encontrados metilciclopentano e alfa ionona – que “podem causar alergia ou sintomas de asma ou dificuldades para respirar se inalados”, afirmou Constantine Vardavas, da Universidade de Creta.

Vardavas analisou 122 das marcas mais vendidas de líquido para cigarros eletrônicos na Grécia, Espanha, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Hungria, Romênia, Polônia e França.

“Nossa pesquisa revela que os líquidos para cigarros eletrônicos à venda na Europa têm ingredientes que potencialmente irritam as vias respiratórias”, declarou.

O especialista destacou que a existência dessas substâncias poderia violar a legislação da União Europeia (UE) sobre cigarros eletrônicos e que aqueles que os usem “devem ser conscientizados que não estão livres de riscos”.

Outro dos estudos, que examinou a mais de 30 mil pessoas na Suécia, detectou que o uso de cigarros eletrônicos era mais habitual entre os fumantes convencionais e que aqueles que consumiam ambos mostravam mais problemas respiratórios.

Os responsáveis do pesquisa admitem, no entanto, que “é preciso mais pesquisas para precisar se o uso do cigarro eletrônico ajuda quem deseja deixar de fumar ou se aumenta o risco de (contrair) doenças respiratórias”.

Por último, um terceiro estudo adverte que é necessário manter uma atitude “crítica e cautelosa” a respeito dos cigarros eletrônicos e que aqueles que os usam devem estar conscientes de seus “riscos potenciais”.

Esta investigação detectou um aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial entre uma amostra de voluntários que foram exposto a cigarros eletrônicos com nicotina em relação aos que tinham consumido outros sem essa substância.

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